1001 Albums You Must Hear

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Por Robert Dimery, crítico inglês


Se Clube da Esquina fosse apenas o equivalente brasileiro de Sgt. Pepper’s, já se destacaria como uma enorme contribuição para a música popular internacional. Mas esta bela seleção de canções, originalmente lançada em LP duplo, também tornou Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes e Toninho Horta artistas de discos bem-sucedidos por seus próprios méritos.
Embora Milton Nascimento – um intérprete carismático, com um falsete puro, carregado de espiritualidade – seja o centro gravitacional do disco, ele ainda não era um superstar, e Clube da Esquina é muito um esforço coletivo, co-creditado a Lô Borges. Misturando paisagens sonoras de sonho, letras surreais e uma notável variedade de influências sul-americanas, Clube da Esquina foi um marco na música popular, que abriu portas criativas para outros artistas.
O Clube da Esquina consistia num grupo de amigos de Belo Horizonte, uma cidade no interior do estado de Minas Gerais. Em 1971, eles passaram 6 meses em uma casa alugada na praia de Piratininga, norte do Rio, compondo e compartilhando seu amor pelos Beatles. No estúdio, a música adquiriu rica grandiosidade, com orquestrações de Eumir Deodato e Wagner Tiso. O disco produziu uma série de sucessos, entre eles “Cravo e Canela” e “Nada Será como Antes”. A influência dos Beatles é particularmente forte nas canções estilo “rock mineiro” primorosamente compostas por Lô Borges, como “O Trem Azul” e “Nuvem Cigana”, reluzentes melodias cheias de maravilhas e caprichos.

Trecho do livro 1001 Albums You Must Hear Before You Die

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