José Gileno Veiga

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Voltar ao topo IDENTIFICAÇÃO

Nome / Local e data de nascimento

Meu nome é José Gileno Tiso Veiga. Nasci em Três Pontas, em 16 de agosto de 1943.

Voltar ao topo INFÂNCIA

Primeira infância

Nossa Senhora, a infância aqui foi deliciosa, porque era tudo terra na cidade. Você não tinha uma rua calçada, não tinha esgoto. Tinha enchente lá embaixo, na Perete. E os amigos estavam sempre unidos e brincando. A infância foi por aí, brincando de pique. Um corria atrás do outro, até pegar.

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Mãe

Minha mãe era professora de piano. Tinha muitos alunos. Eu comecei a estudar com ela; o Wagner, meu irmão, começou a estudar com ela. O Milton Nascimento estudou piano com ela também. Sempre foi professora de piano, aqui em Três Pontas. E quando se mudou pra Alfenas, lá também foi professora até, infelizmente, dona Walda morrer. Ela ensinava clássico, só ensinava o erudito. Música popular ninguém sabia lá em casa.

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Iniciação musical

Nessa época que a gente era mais novo, eu fui pra Varginha estudar com o maestro Fernandese, porque graças a Deus eu tive uma capacidade muito boa. E a primeira aula que esse maestro Fernandese dava era a minha, e a segunda era do Nelson Freire. Nessa época o maestro Fernandese chegou a falar pra minha mãe – isso eu tenho gravado comigo – “Não sei qual dos dois é melhor”. Só que depois de grande eu preferi a música popular e abandonei o clássico.

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Composições

Aos 13 anos, Dona Walda, minha mãe, falou: “Gileno, você já fez tanta composição, fez pra mãezinha… Tem o concurso do hino da cidade. Faz uma música pro hino.” Já tocava acordeão na época. Aí, quando vi, me deu uma inspiração. Fiz e escrevi a música e mandamos pro concurso que foi feito pelo Conservatório de Lavras, sem nome de ninguém. As músicas foram numeradas e só o prefeito aqui na cidade é que sabia de quem que era a música. Aí saiu o resultado de Lavras. “Ganhou a música número cinco.” Aí abriram os envelopes, era o Gileno. Eu tinha 13 anos de idade. Nossa Senhora, foi uma maravilha! Eu compus a música e meu pai fez a letra. E eu não compus a música em cima da letra. Fiz a música primeiro e depois ele pôs a letra na música.
Nossa Senhora! A reação na cidade foi assim: onde você passava, parecia que você era Deus. Foi uma maravilha pra mim na época, mas quando a gente é muito novo não sente tanto também. Foi um prêmio até razoável, mas só que não gravaram. Então o prêmio que eu ganhei na época mandei pra Orquestra do Oswaldo Borba, que gravou em São Paulo um disco de 78 rotações. Gravou mil discos pra gente no preço do prêmio que eu tinha ganho aqui como compositor do hino. Fiquei sem nada. (risos) Tentaram vender, mas um disco daqueles, você dá um esbarrão nele e quebra. Eu ainda tenho um. Eu pus no vidro e guardei na parede. Tá guardado igual foto.

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“Bituca” (Milton Nascimento

)
Eu não convivi com o Bituca, porque ele era um ano mais velho que eu. Ele sempre foi mais amigo do Wagner do que de mim. Então eu já estava estudando, mexendo com clássico, e o Wagner sempre gostou de popular. Ele nunca quis estudar e hoje você vê o maestro que ele é. Depois que ele foi embora que ele falou: “Eu tenho que pegar isso.”

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Relações Familiares

Na casa de infância era só eu e o Wagner, meu irmão que está no Rio. No fim de 59 meu pai mudou para Alfenas e eu fui pra Belo Horizonte. Aí já tinha nascido a Isaurinha, mas ainda era irmã caçula, pequena. E em 59 nasceu o André; depois nasceu o Marco Aurélio, em Alfenas. Depois eu tive convivência maior, porque eu sempre visitava. Eu tive uma convivência maior quando eu fui pra lá estudar, no fim de 68.
Até que eu não estranhei a mudança pra Belo Horizonte, porque eu sempre fui lá com a minha mãe. A nossa família é uma coisa que você não acredita! Nunca existiu uma discussão, um problema. Somos 5 filhos. O pai e a mãe infelizmente já morreram. Nunca teve um fiapo de entrevero, de nada. Quando eu fui pra lá, a mãe quase morreu, porque era o filho mais velho. Então era carta todo dia. A única coisa que eu senti foi isso. Porque lá eu fui pra casa da minha avó e de um tio solteiro que eu combinava muito bem, porque ele também era pianista. Ele tinha piano em casa. Então eu fui pra lá numa boa, sem problema.

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Profissionalização

Eu já tocava em banda desde 58. O Maestro Vaval era meu tio – Oswaldo Tiso, irmão da minha mãe. Ele tocava sax. Não escrevia música, mas tinha um jeito, comandava que era uma maravilha. E eu escrevia. Ele falava: “Ó, Gileno, essa música que está tocando na rádio é boa.” Aí eu passava ela pro papel e a bandinha tocava ela no carnaval.
Nessa época tocava muito “Eu Tô Com a Macaca”. É impressionante: “Tô, tô, tô com a macaca/ Tô, tô, tô, me deixa pular/ Eu tô afim de…” Sei lá mais o quê. Mas eram essas músicas pequenininhas. Porque hoje as músicas são todas grandes. Eram umas músicas pequenininhas, eram marchinhas de carnaval mesmo. Bom demais.

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Aprimoramento

Na época que a minha mãe dava aula, eu estudei piano com minha tia Irene também, porque ela era mais adiantada do que a minha mãe por ser mais velha. Estudei com o Duílio Colgo, um primo também, que hoje mora em Belo Horizonte; com dona Celina Reis, que era professora.

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Tio

Tinha tudo isso na cidade naquela época. Nós já tivemos conjunto aqui com 18 acordeões tocando. Hoje você não vê uma pessoa tocando acordeão na cidade. Vê assim, numa roça, tocando uma Folia de Reis. Nós temos na família um tio, tio Mário Tiso, que tocava violino e era professor de acordeão também. Esse tio fazia seresta todo fim de semana. Nós saíamos até em caminhão fazendo seresta na cidade. Ia tocando violino e eu, novinho, tocando acordeão Ventura, nos confins de São Paulo, quase chegando em Mato Grosso. Ele juntou a turma toda aqui e levou pra lá. Fomos pra Herculândia. Ninguém cantava. Até ir o Luar de Prata, o conjunto que o Bituca fazia parte. No ano que eles foram, teve o vocal, mas na primeira vez, não. Meu tio era muito amoroso, gostava demais das pessoas, contava caso demais. Aí, com isso, nós fomos fazer a viagem de trem pra Herculândia. De São Paulo até lá, todo mundo tocando dentro do trem, nos vagões. Airton no acordeão, eu no acordeão, o Marco no pistão, o Danilo no pistão. Todo mundo tocando. Era ida e volta desse jeito. Até que o tio Mário morreu. E de 1975 até hoje, todo mês de maio, nós fazemos serenata no túmulo dele no cemitério, todo iluminado. E a população da cidade é toda convidada pra ir.

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Shows

Em Alfenas tinha um motorista de combi, acho que ainda é vivo, chamado Bonifácio. Ele carregava a gente pra todo lado quando a gente estava tocando por aqui. Numa ocasião eu peguei dois bailes pra fazer, então eu tive que dividir a turma. E foi até gente tocando contra-baixo que nunca tinha pego, só pra fazer tum, tum, tum. E o Bonifácio dormiu na viagem. Não capotou a combi não, mas tombou. Tombou a combi! Estávamos indo não sei se pra Itabira, porque nós estávamos em Belo Horizonte nessa época. E pra Itabira é só subida. Eu sei que era um lugar que só subia. Aí tombou. Foi na volta, tava todo mundo cansado, pregado. Ele tombou e continuou todo mundo dormindo. Na hora que acordaram: “Parece que nós chegamos no céu!” Com a madrugada amanhecendo, sabe? “Parece que nós chegamos no céu!” Depois desviraram a combi e foram embora. E o Bonifácio continuou guiando pra eles até enquanto foi tempo.
A gente sempre fazia serenata aqui em Três Pontas. Sempre, principalmente quando o Tio Mário estava vivo. Aí depois nós montamos um conjuntinho, um grupo de serestas dentro do Conservatório, mas essa já não era aquela seresta espontânea. Por exemplo: “a minha avó vai fazer tantos anos, quem sabe você faz uma seresta. Cinqüentinha, oitentinha pra dividir com a turma.” Dava uma trelinha pra cada um, porque aquilo não tinha jeito de cobrar. Aí já não era mais aquela coisa espontânea. Aí acabou o grupo também. Mas ainda tinha aquela coisa de fazer serenata pra namorada. Nossa, era gostoso demais na época. Hoje você não vê isso mais, não. De jeito nenhum. Hoje a vida mudou demais. O pessoal aqui só quer bar, beber, escutar música ruim e transar. O que mais que eu posso falar? É, ué.

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Estudos

Eu tinha me formado aqui e aí eu fui fazer o científico em Belo Horizonte. Fiz o primeiro ano no Colégio Anchieta e depois segundo e o terceiro no Colégio Estadual, o Central. Me formei lá em 63. Fiz em 60, 61… Aí em 62 eu fui pra Cataguases trabalhar e voltei. Fiz o terceiro em 63. Aí fiquei só com música até 68, pra fazer vestibular em Alfenas.

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Gravações

Eu fui pra lá no final de 59. No Quarteto Sambacana, quando gravamos aquela seleção do Pacífico Mascarenhas, foi em 63. O Pacífico é compositor só de Bossa Nova e ele tocava violão e tocava um pouquinho de piano também. E as composições dele eram coisas típicas. Ele fazia música sobre a Savassi, sobre a convivência natural do povo de Belo Horizonte. Então é tudo Bossa Nova tranqüila, sem exagero, sem ofensa, sem nada; só cantando bondade e, vamos falar, amor. Fez o Quarteto todo com arranjo do Marcos Minhoca, Serginho, eu e o Milton Nascimento cantando. No Quarteto só cantava. Nas fotos aparece a gente com instrumento, mas só pra aparência. Gravamos na Odeon do Rio, com a Orquestra de lá.
Eu conheci o Pacífico justamente por causa desse disco do Quarteto Sambacana. O Pacífico já conhecia o Bituca e o Wagner. Eu já tocava também e escrevia música, então ele pediu e eu escrevi música demais pra ele. Ele tinha um sítio muito bom, perto de Belo Horizonte, onde ele tinha um estúdio com tudo quanto é instrumento que você pensasse. Tinha muito dinheiro.
Essa época do Sambacana foi a melhor da minha vida. Gente, quem não viveu a década de 60, não viveu. Por tudo que aconteceu de ruim com o governo, com isso, com aquilo. Mas o que aconteceu com a música, gente… Você vê: Beatles, Bossa Nova… Foi praticamente nessa época. Tem coisa que se iguala a isso? Nunca. O jazz nos Estados Unidos é maravilhoso, o blues… Mas a música nossa nasceu naquela época. Antigamente nós tínhamos o quê? Chorinho. Chorinho é maravilhoso, mas era o que a gente tinha.

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Edifício Levy

O Wagner não foi morar no Edifício Levy. Quando ele foi pra Belo Horizonte, morava numa pensão. Eu morava com a minha avó e o meu tio. A minha tia Irene morava no Edifício Levy, mas eu vivia lá. Eu não saia de lá, por causa dos amigos, o pessoal dos Borges. A gente sempre estava junto. Então eu não saia de lá. O Wagner morava numa pensão, mas nessa época ele já estava conhecido da turma. Então já saia pra tocar junto com a gente. O conjunto que a gente tocava junto chamava-se Holliday.

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Marilton Borges

O Marilton e eu fomos colegas. Era nós dois. Era farra no Edifício Malleta, naqueles inferninhos, naqueles bares onde existia Jam Sessions. Nossa, aquilo lá era maravilhoso! O bar ficava por conta da gente, com tudo quanto é instrumento. Tinha piano, bateria, contrabaixo. Quem tocava sax ou pistão ia pra lá, como o Nivaldo Ornellas, o Celinho. A gente ficava tocando por conta. O dono nem aparecia. Falava: “O que vocês gastarem, vocês anotam aí. Depois acertam.” Naquela época era muito Daikiri. Era aquele que você punha um açuquinha na ponta do copo antes de encher ele. Nossa, aquilo lá era adoidado em Belo Horizonte.

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Edifício Levy

Eu passei a ter contato com o pessoal do Clube da Esquina ali no Levy, principalmente. Porque a gente subia pra tocar violão e fazer as coisas num apartamento que estava vago, porque o edifício era novo. O último andar era o 17º andar. Estava vago. Não tinha nada, estava lá à toa. Então a gente subia pelo elevador e sentava no chão. Tocava violão, cantava. E Nossa Senhora, fui amigo demais deles lá. Depois, quando separou, não teve mais ligação, não. Muito pouco. Quando eles gravaram o “Clube da Esquina 1” já estávamos separados.

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Atividades profissionais

Eu fiquei em Belo Horizonte até janeiro de 68. Eu fui fazer odontologia em Alfenas. Me formei e trabalhei um ano em Belo Horizonte como dentista. Mas aí, pra casar, eu vim embora pra Três Pontas. Trabalhei até 83 aqui em Três Pontas como dentista. Aí em 83, como não deu certo o casamento, nos separamos. Então eu falei: “Ah, eu vou voltar pra lá.” E voltei pra Belo Horizonte. Toquei piano de 84 a 93, todo fim de semana, sexta e sábado, no Hotel Boulevard, na Savassi, ali na Getúlio Vargas. No Scotch Bar do Hotel. Abandonei a odontologia.

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Clube da Esquina: Avaliação

Tem gente que acha ruim eu falar, mas aquelas coisas do Clube da Esquina 1 são bem melhores do que as de hoje. As mais antigas são muito mais bonitas, muito mais “tchan”. Pegam mais as músicas de antes…

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Atividades profissionais

O Conservatório de Três Pontas foi fundado por outra pessoa no governo, na época era o Carlos Mesquita. Eu estava trabalhando em Belo Horizonte ainda, e foi montado num mês de maio. E em agosto eu comecei a trabalhar. Aí o que eu fiz com Belo Horizonte? Porque eu estava direto nessa época, já tinha separado da mulher. Aí eu vinha pra cá todo domingo. Ficava segunda, terça, quarta e, na quinta, ia pra Belo Horizonte tocar. Dava aula segunda, terça e quarta e ia na quinta. E na época do Carlos, o Conservatório foi maravilhoso, porque você podia dar quantas aulas quisesse. Eu cheguei a dar, nesses três dias, 70 aulas. Era coisa que eu pegava assim às 7 da manhã e saia às 10 da noite. Direto. Mas ganhava com isso. Hoje está dureza o Conservatório.
Hoje eu tenho um grupo, o Café com Jazz. É ótimo. Tudo com gente nova. Praticamente não tem profissional. Tem lá eu, o Alex, meu primo, que toca sax e mexe com música e a maioria dos arranjos sou eu que faço. Nós somos quatro sax altos, um sax tenor, quatro flautas transversais, eu faço o baixão, a minha prima Nanci toca o teclado e o Alessandro bateria. Então nós somos onze pessoas. A música varia demais. Eu tenho arranjo, por exemplo, do Dançando na Chuva que é uma beleza. E tem “My Way”, os clássicos americanos. Chama Café com Jazz, mas não é jazz. É música americana, é Bossa Nova e aí nós resolvemos colocar esse nome pra ficar uma coisa mais mineira, por causa do café. E tocamos arranjos de “Garota de Ipanema,” de “Maria, Maria”, das músicas nossas. Do Milton tocamos “Maria, Maria,” “Caso de Amor”, tem umas 5 dele ou mais. Mas a gente não pode gravar – porque ele liberou uma pra gente, mais não pode. (risos) Nós fizemos uma temporada aí muito boa, porque a cooperativa de Três Pontas fez uma promoção em todas as cidades vizinhas. Esse ano não tocamos em lugar nenhum. É muita gente. O povo já não está conseguindo pagar um, vai pagar 11, 12, mais a aparelhagem? Porque cada instrumento aí precisa de um som.

Voltar ao topo ******FORMAÇÃO MUSICAL

Preferências musicais

Eu comecei com formação clássica, aí quando eu resolvi partir pra popular, rapaz, do céu! A primeira vez que eu fui num lugar… Sorte minha que eu sei ler música, graças a Deus, muito bem. Fui tocar numa orquestra que tinha partitura pra você. Aí a orquestra tocava uma e eles falavam: “Gileno, toca uma aí.” Eu falava, “Meu Deus! Não sei nenhuma popular de cor.” Porque não estava acostumado. Depois fui pegando, fui embora. E com a prática do clássico, aquilo lá te libera demais as mãos. Então por isso que o Marcinho fala que eu toco uma orquestra inteira sozinha. Porque eu toco com os 10 dedos.

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Cotidiano de trabalho

Gosto é uma coisa preocupante. A gente acabou de ver umas menininhas do Conservatório tocando coisa que a gente ensina. Não sei se é aquilo que elas querem, mas é coisa que a gente ensina. Tem que começar por ali. Você vai onde tem uma choperia: “Rapaz, quem sabe a gente faz uma música aqui, ó.” “Ah, mas o povo tá pedindo sertanejo.” E aí, o que se faz? Chega gente no conservatório e fala: “Só quero aprender a tocar sertanejo.” Você responde: “Então aqui não vai ser. Porque aqui nós temos um plano de curso, meu filho. Você segue o plano de curso. Depois a intuição é tua, você vai pra onde você quiser.” Agora, você colocar uma sertaneja, depois que ele aprendeu tudo, no meio, não vai alterar, não vai atrapalhar em nada.

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“Beatriz”

Ele é capaz até de me xingar, mas a música que eu mais gosto do Bituca é do Edu e do Chico, mas quem canta é o Bituca. Chama-se “Beatriz.” Ele é o único que sabe cantar ela. E essa música, eu vou te contar… Eu adoro essa música! É bonita demais, gente. É a que eu mais gosto.

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