Luiz Fernando Pita

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Voltar ao topo IDENTIFICAÇÃO

Nome, data e local de nascimento

Meu nome é Luis Fernando Pita, nasci em 30 de julho de 1945, no Rio de Janeiro.

Voltar ao topo FAMÍLIA

Nome e atividade dos pais

Minha mãe é Cacilda Jesus Pita. O nome do meu pai não consta no registro. Meus pais adotivos são Lília Silva Campos e Josino Brito Campos. Seu Josino, ele morava em Três Pontas, era professor e técnico em eletrônica. Foi dono da Rádio Três Pontas, foi vereador de Minas, lá em Três Pontas mesmo. E a dona Lília era dona de casa, mas também foi professora de música. Ela mexia muito com negócio de música lá.

Voltar ao topo INFÂNCIA

Três Pontas

Eu fui criado em Três Pontas. Eu nasci aqui, mas pequenininho eu fui pra lá. Porque, na verdade, eles são meus pais adotivos, mas a Lílian é minha prima, na realidade. Mas como eu fui pra lá ao nascer, ela ficou como mãe. Como o Milton, desde pequenininhos criados juntos, lá em Três Pontas.

Voltar ao topo *FAMÍLIA

Irmãos / brincadeiras de criança

Somo quatro. Eu, o Milton, o Jaceline e a Beth. O cotidiano era maravilhoso, um momento muito bom, muito tranqüilo. Milton é um pouco mais velho que eu, mas a gente brincava muito também. Ele tinha uma turminha, eu tinha outra, mas brincávamos também. Uma coisa que a gente fazia muito, que eu não me esqueço, nós tínhamos no nosso quarto um altar, fizemos um altar, porque lá em Três Pontas, todo menino gosta de igreja, todo mundo católico. Então, toda semana fazíamos a missa, uma semana ele era o padre e a outra eu era o coroinha, e a gente revezava. E a gente celebrava a missa mesmo lá. E a gente tinha essas brincadeiras, coisas saudáveis, tranqüilas.

Voltar ao topo JUVENTUDE

Lugares freqüentados

Passei a juventude em Três Pontas. Eu saí com 22 anos. Antigamente Três Pontas era muito pequenininha, não tinha quase nada. Ali era totalmente diferente de hoje. Era só cinema, que a gente ia todo dia pro cinema, era um filme por dia. Era a única diversão praticamente que tinha. E de final de semana tinha os bailinhos no clube, bailes que a gente ia, praticamente isso.

Voltar ao topo IRMÃO

Milton Nascimento

No começo, ele formou um clubinho, um grupinho musical lá em Três Pontas, que ele fazia bailes nos arredores, e às vezes eu ia com ele. Boa Esperança, eu fui algumas vezes. Mas, depois ele foi pra Belo Horizonte, daí separamos. Mas tinha o Wagner Tiso, que era nosso amigão, Wagner inclusive estudou comigo. Tinha o irmão dele que era o Gileno, que eu me lembre, assim, daquela época, só eles. Depois eu vim pro Rio, e aí nós afastamos, foi a época que começamos ficar um pouco afastado. Mantemos contatos, uma vez ou outra, mas aí já viu, cada um com a sua vida, cada um para um lado, a dele, também, muito agitada. Ficamos um pouquinho diferentes, longe um do outro. Mas sempre nos comunicamos por telefone, sempre sabia qualquer problema que tinha. E nunca deixamos de ser, de manter contato, não.

Voltar ao topo ATIVIDADE PROFISSIONAL

Banca de jornal

Eu nunca fui de tocar nada, nem canto, nem nada. Eu não canto nem em banheiro. (risos) Pessoal reclama que nunca me ouviram cantar, e não canto mesmo. Música eu gosto de ouvir, as músicas dele eu ouço, mas não sou nada de música não.
Atualmente eu tenho uma banca de jornal só, sou jornaleiro. Trabalhei 27 anos na Souza Cruz, depois a firma aqui fechou e eu tive que sair. Aí tive outras coisas. Trabalhei de gerente de posto de gasolina, loja de conveniência, algum tempo. Depois saí e resolvi comprar a banca de jornal, na Tijuca mesmo, onde eu moro e estou ali.
Eu vim pro Rio em 1965, com 22 anos, vim pra trabalhar. Porque Três Pontas não tinha emprego. Agora está bem melhor, mas antigamente não tinha nada. Estudava e depois não tinha nada pra fazer. Emprego, não tinha nada. Então, eu vim pro Rio pra trabalhar. Vim sozinho.

Voltar ao topo FESTIVAIS

Festival Internacional da Canção

Ah, o Festival Internacional da Canção, eu tive lá. Fui no festival aqui, eu e minhas esposa, tudo. Nessa época nós estivemos muito, muitas vezes juntos. Estive lá no Maracanãzinho, depois nós fomos comemorar. E eu participando, aí eu participei de tudo isso. Foi uma beleza, uma coisa do outro mundo, a emoção é muito grande. A gente ouvindo o comentário das pessoas. E mesmo quando eu vou no show dele, eu fui num show ali no Flamengo, no Museu de Arte Moderna, muito bonito. Aí depois fui no show no Sambódromo. Ali aconteceu um fato muito interessante. Porque toda vez que eu vou no show, tipo no Canecão, depois eu encontro com ele. Vou no camarim, conversar, ele me chama. No Sambódromo teve um show. Eu fui, fomos. Quando terminou o show, eu fui ao camarim, mas estava um tumulto danado pra entrar. Aí um segurança me viu e falou, me chamou: “Vem cá, que você é o irmão do…”. Aí, falou pro outro: “Esse é o irmão do Milton Nascimento”. Tinha um pessoal do lado, umas escurinhas, querendo entrar, falaram: “Olha só! Irmão do Milton Nascimento… Olha a cor…” Foi um lance muito esquisito. Esquisito não, muito engraçado, nós morremos de rir. Quer dizer, elas pensando que pra eu entrar eu tinha dado essa desculpa. Então acontece essas coisas interessantes. Em Vitória, eu estive num show, no estádio do Vitória, quando ele foi lá, que por coincidência, até na casa onde eu estava era perto do hotel onde ele estava, mas eu não sabia que ele estava lá. Fui saber por acaso. Fui no hotel, encontrei com ele. “Bom, à noite eu vou no show.” Eu não consegui entrar no show, no ginásio. Eu, minha esposa, tal. Tava assim de gente, um tumulto. Aí não entrei. Mas sempre que eu posso, todos os shows aqui, tudo, eu… Participo. Vou, ele manda convites e aí nos encontramos.
Nessa parte de gravação de disco eu não acompanho muito não. É porque eu tenho a minha vida. A coisa dele aí, é tudo muito complicado, é muito diferente. Eu fui trabalhando, tendo filho, a esposa, aí é difícil.

Voltar ao topo FILHOS

Netos

Tenho um casal, Luciana e Marcelo, 36 e 37 anos. E tenho duas netas maravilhosas, a Letícia de quatro anos, e a Eduarda, de três. São os meus xodós. (risos) O meu filho, inclusive, é afilhado do Milton, o Marcelo. Mas não deu pra música não. Meu filho trabalha em escritório de computador, essas coisas, e minha filha trabalha no Palácio da Guanabara, lá dentro do Palácio.
Temos em casa todos os discos, tudo dele, CD… Mas aptidão pra música, nós não pegamos. (risos)

Voltar ao topo CIDADE

Três Pontas

Não, eu tenho lembrança de encontrar com a turma de Belo Horizonte e tal, mas quando eu vou a Três Pontas, eu vou muito pouco e rápido. Algumas vezes com ele lá, outras não. Então, dificilmente a gente tem muito contato. Eu conheço ele, mas não tenho tanto contato assim de coisas terem acontecido não.
O Fernando Brant eu encontrei várias vezes, tanto em Três Pontas, como aqui no Rio. Mas só que, assim, encontro rápido, aquelas: “Como vai?”, tal. Mas nada de específico não.

Voltar ao topo CLUBE DA ESQUINA

Discos

Eu tenho lá em casa um disco muito antigo do Clube da Esquina, foi um dos primeiros, sei lá, o primeiro. Tenho guardado lá em casa.

Voltar ao topo BITUCA

Milton Nascimento

Ele desde pequenininho já é predestinado à música, porque você sabe que ele tinha uma sanfoninha, você já deve saber dessa história. Desde pequeninho que, em casa, que ele estudava muito. Sempre foi muito estudioso, no ginásio, tudo era sempre nota máxima. Era um dos melhores alunos do ginásio. Mas o negócio dele era música. Então, andava pela rua, com os coleguinhas, tocando violão, tinha gaita, e tinha a Dona Lilian, que era a professora de música, que em casa ficava cantando, tocando. E ele ganhou da mãe Dona Lílian, da Dona Augusta, uma sanfoninha. E a sanfoninha ele começou a tocar tudo que ele queria. Dali partiu para tocar uma porção de instrumento, a gaita. O negócio dele era música mesmo. Aí quando ele saiu de Três Pontas, pra ir para Belo Horizonte trabalhar, ele começou a trabalhar em escritório de contabilidade, uma coisa assim. Mas o negócio dele era música, então não adiantava ele pegar outro ramo, outra coisa que o negócio… Então não deu certo, aí que ele começou a encaixar com esse negócio de música. Desde pequenininho que ele gostava era da gaita, da sanfona, qualquer coisa que fizesse som. (risos)
E a família sempre incentivou, sempre apoiou ele. Ele sempre foi muito querido por todos. Não só pela família, mas por todos lá de Três Pontas, o pessoal gostava muito dele. E aí ele foi desenvolvendo, assim, e está assim até hoje. É uma sensação muito boa, muito gostosa, de ver uma pessoa como ele, de onde ele veio, começar a alcançar, alcançar, alcançar esse sucesso, essa fama toda aí. Você fica torcendo pra que tudo desse certo. Porque essas coisas, às vezes acontecem coisas ruins também. E a gente ficava torcendo pra que o troço desse certo, porque ele sempre mereceu. É muito bom, muito gostoso.
Pessoas que a gente conhece, pessoas que gostam muito dele sabe quem sou eu, pede pra ajudar… um jeito de encontrar com ele, mas isso é mais complicado. Autógrafo, às vezes arrumo um CD pra autografar, eu levo pra ele. Tem pessoas que sempre me procuram pra saber dele. Mas eu falo: “Opa! Meu contato com ele, a vida dele é muito diferente da minha, muito complicada, ele viaja muito, tem o trabalho dele, e eu tenho o meu”, a coisa é muito oposta do outro. Mas tem um tanto que sabe que eu, nem pra todo mundo eu falo, só pro pessoal mais chegado a gente fica sabendo, acho que não é importante ficar falando pra um, pra outro, comento muito não.

Voltar ao topo CLUBE

Museu

Uma boa, uma boa idéia, uma ótima idéia. Espero que realmente seja um sucesso esse museu, e pra quem inventou isso, pra quem teve essa idéia, está de parabéns.

Voltar ao topo MÚSICAS

Coração de Estudante

Eu gosto muito de “Coração de Estudante”, porque a letra é muito bonita. Travessia também na época, é bonita, mas veio outras após ela que superou devido ao tempo, mas tem muitas músicas bonitas dele.
Nós estudamos junto no mesmo ginásio, íamos pro colégio juntos, voltávamos juntos, sempre fomos muito amigo um do outro, entendeu? É isso, não tenho nada, assim, que possa especificar

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