Manoel Renato de Oliveira

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Voltar ao topo IDENTIFICAÇÃO

Nome, data e local de nascimento.

Meu nome é Manoel Renato de Oliveira. Nasci dia 09 de dezembro de 1953, em Três Pontas.

Voltar ao topo FAMÍLIA

Nome dos pais.

Meu pai é Manoel Alves de Oliveira e minha mãe, Celina Carvalho Vinhas Oliveira.

Voltar ao topo PESSOAS

Milton Nascimento

Bem, eu conheci o Bituca lá em Três Pontas, apesar de eu ser um pouco mais novo que ele. Ele já era rapazote e eu molequinho, mas eu já acompanhava aquelas coisas de sondar os bares que eles iam tocar e que eu não podia entrar e aquelas coisas de quando ele ia a Três Pontas e o pessoal falava: “Olha, o neguinho chegou, vai tocar lá no Automóvel Clube”. Eu não podia entrar não, porque eu era muito novo, mas eu ficava sondando, escondendo e acabava pegando uma rebarba. Daí, depois de 1967, depois do festival que ele ganhou, o FIC, ele foi a Três Pontas e a chegada dele foi em um grupo escolar em frente à minha casa. Aí eu falei: “Ah, hoje eu vou ver, seja o que Deus quiser!”, mas não teve jeito de entrar não, tive que pular o muro. Pulamos e fomos. Até então, ele era mais amigo dos meus irmãos, que eram mais velhos e eram contemporâneos desde o colégio, essas coisas. E com o decorrer do tempo, lá por 1972, 1973, nós já ficamos amigos lá na cidade.

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Rio de Janeiro

Aí teve uma vez que o Bituca chegou e falou: “Olha, eu quero que você vá lá pro Rio”, e eu nunca tinha ido ao Rio, menina. Tinha ido assim, uma ou duas vezes correndo. Então fui, saí de Três Pontas à noite, de ônibus e quando cheguei lá a casa dele estava dedetizando, então ele ligou pra minha casa à noite e falou: “Olha, dá o endereço novo pro Mané aí porque eu estou na casa do Novelli”. Aí eu fui, cheguei ao Rio quatro horas da manhã, e pensei “E agora? Não vou bater na casa de ninguém cinco horas da manhã não, eu vou ficar esperando”. Fiquei sentado na porta, era um predinho baixinho e toda hora entrava umas moças, aquelas domésticas que trabalhavam no prédio. E lá pelas sete eu ouvi o Bituca gritando: “Pô, você já chegou?!”. “Uai? Cheguei às quatro e meia”. Então essa foi minha primeira ida ao Rio. Depois disso, eu e compadre Bebeto íamos sempre aos fins de semana. Aí já começou, Bituca ia gravar, a gente já ia junto. Depois nós fomos cantar no Falta de Coro, e tinha aqueles negócios, eu ia pra Belo Horizonte, o Bebeto ia pro Rio e a gente estudando ainda, é aí que começam nossos casos, aí que começa nossa história.

Voltar ao topo FORMAÇÃO MUSICAL

Participação

Eu cantei no Falto de Coro. O Falta de Coro era uma falta de couro mesmo, juntava a turma – na época ele estava gravando na Odeon e a gente ia –, era uma rapaziada de Três Pontas que estava estudando no Rio na época, era o Jorge, eu… Eu morava em Três Pontas na época e o Bebeto morava aqui em Belo Horizonte. “Ah vamos gravar o Falta de Coro!” e ia aquela molecada, meu Deus do céu, era bom demais, o que a gente ria, ria mais do que cantava. Mas era bom demais, pra gravar um minuto de Falta de Coro se gastava uma semana, direto, das dez da noite até as cinco da manhã, aí: “Volta amanhã”, e tinha que voltar no outro dia. Era bom demais, gente.

Voltar ao topo MÚSICAS

Cálice

Nossa mãe, não tinha nada melhor do que ver o disco pronto. E quando você via um retrato seu na capa do disco, menina? Que coisa boa, naquele encarte da contracapa. Aquilo era bom demais (risos), era uma festa. E quando você ouvia o disco era uma coisa! Quero dizer, todas as músicas do Bituca são boas demais. Só teve uma que eu não agüentei, tive que sair lá da loja e ligar, lá em Três Pontas, porque quando eu ouvi… O Jacaré chegou com uma fita lá e disse: “O Bituca mandou esta fita aqui pra você ouvir, é uma música que vai sair agora”. Era “Cálice”. Essa eu não agüentei, essa eu saí da loja e fui telefonar, não era nem orelhão ainda, era telefone público, tinha em um bar “Eu quero falar uma hora”. E o Bituca atendeu, eu falei: “Bituca, você não tem dó dos outros compositores e cantores? Isso é uma sacanagem que vocês estão fazendo. Isso aí não pode fazer não (risos)”. Aquela daquele dia eu quase morri. E logo em seguida o Falta de Coro foi gravar “Cálice” também, mas era bonito demais. Cada disco a gente participava de um lado ou de outro. Mesmo assim, teve vários discos que o Falta de Coro não gravou e que a gente ia mais só pra curtir. O Bituca falava: “Estou gravando”, e a gente ia lá pro Rio e ficava uma semana indo pro estúdio toda noite, não tinha nada melhor, nossa, eu achava a melhor coisa do mundo, sensacional!

Voltar ao topo *FAMÍLIA

Casamento

Esse caso da lua-de-mel foi o seguinte: casei, e o pessoal foi todo lá pra Três Pontas pro meu casamento. Primeiro foi o seguinte: ia ter aquele negócio da despedida de solteiro, mas como o pessoal do Rio não ia poder ir para Três Pontas, o Bituca me ligou e disse: “Vem fazer a sua despedida de solteiro aqui no Rio”. Aí cheguei lá no Rio e eles estavam lançando um disco do Bituca. Nós fomos lá pro estúdio do Toninho do Som ver o lançamento do disco, e eu pensei: “Ah, a despedida vai ser essa, não é?”. Acaba isso e o pessoal já fala: “Não, agora é que vai ter uma festa”. A festa foi lá na casa do Francis Hime, a Olivia que fez a festa pra mim, despedida de solteiro. Aquilo foi bom demais, dois dia de festa, mas daquelas mesmo. Fomos eu, Bebeto, Pantera e Chico Fram de Três Pontas. No dia que eu achei que estava acabando mesmo a despedida, que eu falei: “Graças a Deus!”, falaram: “Não, agora tem mais um dia, na casa do Chico”. Porque tinha uma pelada lá, um futebol, então foi mais um dia de despedida. Aí pensei: “Se for ter mais despedida desta, eu não caso, vou morrer”. Então, fui embora pra Três Pontas e no casamento estava todo mundo lá, a galera da época mesmo. Novelli, Nelsinho, Bituca e o povão. E lá vou eu casar. Casei, e na hora de sair de lá o pessoal me perguntou: “Para onde você está indo?”, e eu falei: “Estou indo para Cambuquira”. Mas não era nada, eu estava indo para São Lourenço, um outro lugar. E era um hotel fazenda depois de São Lourenço, descendo ali. Rapaz, quando foi cinco ou seis horas da manhã eu escuto aquela barulhada, aquela carraiada. “Uai, está pegando fogo nesse hotel, está acontecendo alguma coisa aí?” Então bateram na minha porta e quando eu abro, todo mundo lá: “Nós viemos ver tua lua-de-mel”. “Vocês estão brincando, pelo amor de Deus!” Eu de pijaminha novo, lua-de-mel, aquela coisa toda (risos). “Vocês têm que parar com isso” (risos). E aprontaram, acordaram o hotel inteiro. “Você está indo para Rio, não é?” E eu falei: “Claro, estou indo pro Rio”. Todo mundo lá esperando, mas quando eu cheguei na Dutra, pensei: “O quê? Que Rio que nada, eu vou é pra Parati”, porque eu estou acostumado a ir para Parati sempre. Pensei em ficar em um ranchinho que eu tenho lá na praia, mas era muito ruim, então resolvi ficar numa pousada, fazer uma média, lua-de-mel. A pousada era na rua principal de Parati, lá no Cochicho. Chegou de manhã, acordei bonitinho, não sei o quê, lua-de-mel, máquina fotográfica do lado, aquele esquemão todo. Quando eu saio na rua, aquela rua comprida, cheia de turista, Daniela fala assim: “Quem está vindo ali na frente?”. Aí eu falei: “Ninguém”, mas pensei: “Esse trem está esquisito, perguntar quem está vindo no meio daquele povão?”. “Quem está vindo ali?” Eu falei: “Não vem ninguém não”. E ela falou: “Está vindo sim, olha pra frente”. E eu disse: “Não quero nem olhar”. Quando eu olho na frente lá vem o Bituca com uma bolsa atravessada e o Chico Fram. “Oi?” “Oi” “Bom?” “Bom” “O que vocês vieram fazer aqui?” “Uai, viemos passar a lua- de-mel com vocês” Falei: “Uai, parabéns pra vocês. Vamos lá então, não é? Eu mereço tudo isso!”. E eu tinha pegado um apartamento bonitinho lá no Cochicho, e lá era um casarão antigo e o assoalho era de madeira, não tinha laje não. Você acredita que eles tinham arrumado um apartamento em cima do meu? Eles já tinham ido lá. E de noite ficavam batendo o pé e falando “Oooopa!”. Então passaram a lua-de-mel comigo, tomavam café da manhã, onde eu ia eles iam atrás, mal eu conseguia trancar o quarto de noite para fazer a folia e quando eu começava eles batiam o pé e falavam: “Ooopa!”. Chico Fram e Bituca. Aí é que eles pegaram e foram. O Bituca tinha um show em Três Pontas, que ele cantou na pracinha, e nisso a gente ficou conhecendo o Bebeto do Tamba Trio, o Bebeto e a mulher dele, a Gianini. Aí ele falou: “Você precisa ter um sossego, vamos pro Rio com a gente”. Fomos e ficamos uns dois dias no Rio para fazer uma lua-de-mel. Chegamos lá e eles ofereceram pra ficarmos no apartamento dele, mas eu não quis, queria um hotelzinho bancado mesmo e fui pra Barra. Fiquei no Praia Linda, um hotel bonitinho na Barra, cheguei, me hospedei durante o dia e quando foi à noite, quando entrei no carro, veio a moça: “Quer apartamento?”. Era um motel e eu não sabia, achei que era hotel e era ao lado da casa do Novelli. Acordei de manhã, o Novelli, a Luci, as crianças, todas lá no hotel. “É, agora não tem jeito, só na outra lua-de-mel mesmo, vou ter que me casar de novo, perseguição” (risos).

Voltar ao topo LOCALIDADES TRÊS PONTAS

Buxarela, Big Bar, Bar do Chico

Eu já acho que foi nessa ida do Marcinho a Três Pontas em 1967, no festival, mas das vezes que a gente teve mais contato foi quando eu já tinha o Buxarela, que é o nosso restaurante hoje. Daí começou a vir Marcinho, Lô, mas a gente já se conhecia do Big Bar, Bar do Chico, Tonel, a gente se conhecia do bar mesmo, eu nunca vi esse povo na igreja (risos).

Voltar ao topo FESTIVAIS

Festival de Três Pontas, Festival de Boa Esperança.

Essa foi uma época que eu estava pouco lá em Três Pontas, eu chegava só para o festival mesmo. O festival foi ótimo, o tempo que ele durou foi muito bom. Mas você sabe que da façanha do Sentinela mesmo eu me lembro de pouca coisa. É perigoso eu me lembrar mais do de Boa Esperança, que foi quando começou lá, aquela história. Em Boa Esperança foi aquela história, um dos primeiros festivais daquela região de Santa Rita. Foi lá no festival de Boa Esperança que eu conheci o Celso Adolfo e achei que ele era soldado. Ele tinha mais cara de soldado do que de cantor. Conheci ele de dia com o Bituca e pensei: “O Bituca trouxe um rapaz estranho, deve ser polícia”. Esquisito mesmo, um cabelinho cortadinho, bonitinho, falando grosso, muito sério. Aí, à noite, resolvemos ir lá pra casa tocar um piano, aí é que o soldado pegou o violão e começou a tocar. Falei: “Esse rapaz não é soldado nada gente, ele toca violão”. Aí é que o Bituca foi me explicar a coisa (risos). Mas era o estilo. E lá nessa época, eu e o compadre Bebeto – o pai do Bebeto foi candidato a prefeito, sabe? – resolvemos montar uma dupla para cantar no comício do pai dele. A dupla chamava-se Bebeto e Manezinho, só que o locutor que apresentava era o Delfino, um locutor antigo que tinha lá, e ele nunca conseguia falar Bebeto e Manezinho, ele falava Bebeto e Manoel, Manoel e Carlos Alberto, mas nunca conseguiu falar Bebeto e Manezinho. O pai do Bebeto quase matava ele. Aí teve uma vez que a gente foi pro Rio. Chegamos lá e conhecemos o Fagner na casa do Bituca e começou a história do Bebeto e Manezinho. Foi quando o Fagner falou: “Eu vou tocar com essa dupla”. E o Bituca disse: “Não, aí também não, você não vai fazer isso”. Essa foi uma época que a gente riu demais, foi mais ou menos em 1980, 1981 ou 1982, quando o Buxarela estava começando. Aí começou a baixar gente lá e fizeram um carnaval que aparecia a OPEP, você lembra da OPEP? A OPEP era um bloco que o pessoal dos Brant tinha, os irmãos do Fernando Brant e todo mundo, sabe? Aí misturava com os Borges, com o Nico, com o Telo, com todo mundo e cada ano eles iam pra uma cidade e nesse ano eles foram pra Três Pontas. Gente do céu, eu nunca tinha visto tanta gente e um povo tão animado assim. Aquilo era um carnaval de 48 horas por dia. E esse ano foi todo mundo, foi o pessoal lá do Rio, foi o Denis, o Bituca, foi uma beleza. Isso já foi depois do 1977, do tal show de 1977, naquele Paraíso.

Voltar ao topo APELIDO

Mané Buxa

Esse apelido vem lá do meu pai, Mané Buxa é do meu pai. Meu pai era muito feio e eles chamavam ele de Buxa de Canhão e eu pareço com ele (risos). Isso aí veio acho que de quando ele era menino. Tem o Paulão Buxa, Luiz Buxa, o povo já acha até que é sobrenome, mas não é não.

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Clube da Esquina

Nossa, gente, essa idéia foi ótima. Porque precisa, não é? Esse é o único Clube da Esquina que eu conheço. Pra você ver, tem tanta gente, tantos cantores por aí e eu nunca ouvi falar que um tem um Clube da Esquina, principalmente. Então eu acho ótimo, coisa boa.

Voltar ao topo AMIGOS

Beto Guedes

E por falar em Clube da Esquina, eu me lembro de quando eu conheci o Beto Guedes. O Beto Guedes foi a Três Pontas e resolveu ficar uns dias na casa do Jacaré e a casa do Jacaré era em frente à loja que hoje é minha, mas na época era do meu pai. Aquela loja que vende rádio, televisão, sempre tinha umas vitrolinhas de pilha, aquelas que você tirava a tampa e a tampa era a caixa de som e a vitrolinha tocava com o bracinho. E o Beto ficou uns 15 dias ali, acho que na casa do Jacaré a vitrola estava pifada e ele estava com um compacto, um disco de vinil compacto que estava com “Feira Moderna”, porque ele tinha gravado aquilo, “Feira Moderna”. Ele ia lá pra loja e eu emprestava a vitrolinha pra ele pra ele ficar ouvindo “Feira Moderna”. Só que, poxa, meu pai ficava lá o dia inteiro, então ele pegava um espanador e ficava espanando a loja, ouvindo o “Feira Moderna” (risos). E nessa época meu pai era distribuidor de gás, então à tarde, depois das três horas, saía uma caminhonete para entregar gás de casa em casa. Foi então que o Beto aprendeu a dirigir, na caminhonete vermelha. Meu pai deixava ele dirigir entregando gás, eu, ele e o Joaquim, um funcionário que está lá até hoje. Mas eu me lembro direitinho, o Beto comendo cabelo e espanando o sonzinho de vez em quando (risos), me lembro direitinho disso. Eu escutei aquele “Feira Moderna” até não poder mais, escutava aquilo o dia inteiro. Eu não lembro o que tinha do outro lado do disco, eu escutava só o “Feira Moderna”, você acredita nisto? “Gente, o que é que era do outro lado?” Ô época boa!

Voltar ao topo LOCALIDADES BELO HORIZONTE

Aeroporto de Confins

Uai, gente, tem tanto caso, que não vou lembrar, então vamos deixar neste, mas tem uns casos bons demais, bons mesmo. Bituca um dia ligou do Rio pra gente ir para o aniversário do Denis, acho que era aniversário do Denis, era uma festa. Aí a gente falou: “Nós vamos”. O Bebeto estava aqui em BH. Ele me ligou e falou: “Uai, quem sabe você não vem pra cá e a gente vai junto de avião?”. Eu falei “Uai, vamos, melhor ainda”. Acho que eu nunca tinha andado de avião, só naqueles aviões que tinha lá, aqueles teco-tecos, mas avião grande mesmo nunca tinha andado não. Aí encontrei o Bebeto pra ir. Foi no dia da inauguração do aeroporto de Confins, lembro direitinho. Saímos eu e Bebeto, chegamos lá animados, empolgados e fomos comprar a passagem e faltava uma hora e meia pra sair o avião. Aí eu falei: “Vamos tomar uma”, mas não tinha bebida no aeroporto, não tinha inaugurado nem um bar direito ainda. Daí pegamos um táxi e fomos até a cidade de Confins, enchemos, cada um, um copão de plástico de uísque e quando nós chegamos o avião já tinha ido embora. Só que antes de sair pra comprar o uísque nós ligamos pro Bituca e falamos: “Pode buscar a gente lá no Galeão”, porque era uma viagem da casa do Bituca até o Galeão. Aí foram ele e o Denis. Chegou o avião e nada de nós dois, só que a bagagem já tinha ido. Ficamos os dois aqui, e o outro vôo era cinco ou seis horas depois, e nós pegamos o táxi e fomos pegar uísque de novo. Quando chegamos lá no aeroporto de Confins estavam chamando no auto-falante: “Fulano de tal e fulano de tal”. Quando fomos lá ver, eram os dois pedindo pra ligar e dar notícias. Aí falamos: “Perdemos o avião, estamos indo no próximo agora, pode esperar que estamos indo”. Chegamos lá, eu e Bebeto, daquele jeito, o Bebeto conversando com as freiras, falando que a asa do avião estava saindo, a freira juntava o tercinho e ia dez negocinhos daquele por minuto. “Meu Deus do céu, vamos embora”. Chegamos lá no Rio e na hora que nós descemos fomos para a sala de desembarque pegar as malinhas nossas. Estamos eu e ele lá na esteira e o Bituca e o Denis lá no vidro gesticulando e a gente: “Opa, tudo bom? Chegamos!”. E eles continuaram com os gestos. Eles estavam tentando avisar pra gente que estávamos na esteira de Curitiba, as nossas malas estavam em outra esteira, lá não sei onde. Tem umas dessas viu, gente, cada baianada.

Voltar ao topo CLUBE DA ESQUINA

Museu

Nossa, é um significado que não tem nem como explicar. Eu quero que meus filhos, meus netos – porque eu tenho filho, minha caçula está com 24 anos então daqui uns dias já vou ter neto, tenho filho que está nascendo agora, daqui a um mês nasce mais um –, quero que esse povo todo veja isso. E se não fosse isso como que eles iriam ver? Iam ser só os nossos casos. Agora isso aí está registrado.

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