Mário Castelo Branco

| | |

« « Retornar a página anterior

Voltar ao topo IDENTIFICAÇÃO

Nome, data e local de nascimento

Meu nome é Mário Castelo Branco, conhecido como Mário Castelo, o Branco eu não sei por que eles tiraram. Nasci em 05 de dezembro de 1955 em Belo Horizonte.

Voltar ao topo FAMÍLIA

Nome dos pais

Meu pai é Roberto Mário Castelo Branco e minha mãe é Amália Gomes Batista Castelo Branco.

Voltar ao topo FORMAÇÃO MUSICAL

Iniciação Musical

Eu comecei quando era menino. Tinha uma banda do Eduardo Campolina – que é professor da Universidade Federal hoje – com os primos dele, o Serginho Porquinho, que trabalha com o Cidade Negra, que tocava bateria, e o primo dele. A gente ia ver eles tocarem na casa deles na rua São Paulo, perto do Centro e eu fiquei apaixonado pela bateria. O Porquinho era canhoto, eu ficava só vendo eles tocarem, eles tocavam Yes igualzinho, era um trio incrível, eu ficava impressionado, o Campolina tocava guitarra. Comecei a tocar e comprei uma bateria pra mim, aí meu pai mandou eu tirar a bateria de casa, chutou minha bateria, não queria saber, queria que fosse estudar, aí eu insisti. Essa bateria eu tive que jogar fora e comprei outra bateria à prestação. Foi quando eu conheci o Paulinho. Aí eu montei uma bandinha com uns amigos meus que hoje não são músicos, são arquitetos, engenheiros, e fomos ensaiar. Fizemos um show no colégio Padre Machado e eu conheci o João Boa Morte, o Maurinho Rodrigues e o Paulinho Carvalho. O Serginho Porquinho estava na banda, e foi ele quem me chamou para fazer o show junto com eles. Aí eu conheci o Paulinho Carvalho. O Paulinho Carvalho gostou muito de me ver tocando e eu comecei a tocar mais profissionalmente na banda do Lô. Então, a primeira banda que eu tive foi a banda que acompanhou o Lô Borges. Éramos eu, o Cláudio Venturini, o Paulinho Carvalho e o André Dequech. Aí eu comecei a tocar mesmo, comecei a estudar na Fundação de Educação Artística, junto com o Paulinho, do Uakti, que estudava lá também, começando. E aí a gente começou a tocar e a fazer show direto com o Lô logo depois do lançamento do “Via Láctea”. Foi aí que eu comecei a tocar e não parei mais, estudando e tocando, estudando engenharia e tocando bateria.

Voltar ao topo EDUCAÇÃO

Faculdade

Me formei em engenharia. Fui levando, empurrando com a barriga e fui tocando, fazendo os dois aos mesmo tempo. O Paulinho Carvalho também começou com engenharia, tem um monte de músico amigo meu que é assim, um é arquiteto, o Juarez Moreira é engenheiro, Paulinho fez engenharia e parou no meio do caminho.
Aí eu fiquei amigo do Paulinho e a gente foi tocando, sempre juntos, acompanhando o Lô. E tinha uma banda que se chamava o Tom de Sempre, com Chico Lessa e Lô Borges, e a gente começou a fazer show com o Lô, eu, Paulinho, Dequech e o Ganso (Cláudio Venturini). Foi quando nós começamos.

Voltar ao topo PESSOAS

Lô Borges

O meu primeiro envolvimento musical mais profissional foi com o Lô. Ele já era uma celebridade musical na época, no fim dos anos 70, e ele já tinha gravado “Via Láctea”. E eu fiz o lançamento do disco “Via Láctea” com o Lô. Foi um show em Itabira, foi o primeiro show que nós fizemos. Fizemos alguns shows aqui pelo interior e depois fomos para São Paulo. Eu comecei a tocar meio que de susto e foi assim que eu comecei. Parece que foi sorte, porque eles gostaram de me ver tocando. Eu fui tocar e fiquei meio assustado, porque tocar logo de cara com o Lô Borges foi um rabo de foguete! Comecei a tocar com eles de cara, ensaiando pra danar. Foi muito bacana.

FORMAÇÃO MUSICAL
Clube da Esquina: Primeiras Apresentações e Primeiras Gravações

Desse contato que eu tive com o Lô, a gente começou a fazer muito show e eu comecei a conhecer o pessoal todo do Clube. Conheci o Wagner Tiso, toquei com ele um tempo, quero dizer, fiz alguns shows com o Wagner… O Robertinho Silva era quem fazia e quando ele não podia fazer: “Ah, bota o Mário lá pra tocar”, e eu tinha que ir. Eu sempre fui um “sub” nessa praia. Se o Robertinho não podia, ia eu. Se o Neném não podia, ia eu. Eu conheci o Neném na época que tocava na Arca de Noé com o Fernando Orli. O Cláudio entrou para o 14 Bis e a gente montou a banda do Lô com o Fernando Orli, o Paulinho, o Telo e o Lô. Aí eu fui conhecendo naturalmente a família do Lô toda, a Dona Maricota, o Seu Salomão, Marcinho, Marilton. Toquei muito tempo com o Marilton, fazendo a noite de Belo Horizonte com ele. Enquanto não tinha show com o Lô, o Marilton me chamava para tocar nas casas noturnas em Belo Horizonte, eu e o Paulinho. Tudo que o Paulinho fazia eu estava fazendo junto, de parceiro. A gente era uma cozinha meio constante, onde estava um estava o outro. E nessa eu conheci o Toninho. Pintou a gravação do disco dos Borges e a Duca me chamou para participar do disco. Fui embora para o Rio, gravar o “Nuvem Cigana” do Lô, aí já estava envolvido com o Toninho, com o Wagner, com o Tavinho, com o Murilo, o Ronaldo. A gente se conheceu nesse ambiente de gravação no Rio de Janeiro, aí eu fui me envolvendo naturalmente com esta rapaziada toda, o que pra mim é uma honra, pelo amor de Deus. Aí eu gravei o “Nuvem Cigana”, do Lô, eu e Robertinho dividimos o disco. Pra mim, encontrar o Robertinho assim de cara e ficar amigo dele foi um barato. Então eu me sentia nas nuvens, eu era um garoto e me sentia nas nuvens: “Pô, eu estou fazendo um disco junto com o Robertinho Silva? Eu sou a pessoa mais feliz do mundo”.

Voltar ao topo CLUBE DA ESQUINA

Avaliação

O Clube da Esquina foi naturalmente um movimento. Era uma turma, era um clube, a rapaziada mesmo que chamou de Clube da Esquina: “Vamos botar um nome nisso aqui”. Quero dizer, podia ter outro nome, era uma turma que se reunia numa esquina para tocar. Eu vivia na porta da casa do Lô e a gente ia pra casa do Paulinho. O Paulinho morava a um ou dois quarteirões da casa do Lô. Tinha acabado de casar e a gente ensaiava na casa do Paulinho. O “Nuvem Cigana” foi todo ensaiado na casa do Paulinho. A gente vivia em Santa Tereza, estávamos sempre ali nos barzinhos, a rapaziada toda se encontrava ali mesmo. A meu ver, isso era o Clube da Esquina, a função dele era de ser um movimento musical. Acho que era um movimento musical importante, que as pessoas iam ver os shows e ficavam impressionadas de ver a musicalidade de todos, do Wagner, do show com o Som Imaginário… Eu fui ver o show do Som Imaginário em Brasília com o Paulinho, porque a gente foi ver se arrumava show para o Lô. Fomos junto com o pessoal do Som Imaginário, com o Fredera, o Jamil, o Wagner, o Nivaldo Ornelas. A gente ficou no mesmo hotel. Eu era muito novo e me sentia já integrante da rapaziada. Eles chamavam de Clube da Esquina, mas era uma turma que fazia música e música muito boa. Eu entendo isso, quero dizer, era uma coisa natural e quanto mais natural, mais legal é também, porque não tem forçação de barra para fazer música. Hoje se força a barra para fazer uma música que o público vá gostar. A gente não fazia música que o público ia gostar, a gente fazia música porque a gente gostava de fazer.

PESSOAS
Milton Nascimento

A gente se encontrou no Rio. Eu conheci o Bituca já gravando o “Nuvem Cigana”. Quando estávamos gravando o “Nuvem Cigana” no estúdio, o Bituca chegou pra gravar uma música com o Lô, e o Beto Guedes foi quem tocou bateria nessa música. Eu o conheci nessa época, eu não me lembro bem, a gente foi se conhecendo. Eu tocava com o Paulinho, o Paulinho tocava com o Bituca fazia muitos anos e eu conheci o Bituca naturalmente.

FORMAÇÃO MUSICAL
Clube da Esquina: Show Museu Vivo de Três Pontas

Dentro desse projeto com o museu, a gente está como cozinha do Clube da Esquina, eu e Paulinho, porque todo mundo que toca, a Claudinha chama o Paulinho e eu para fazer a base, a bateria e o baixo. Eu tenho muita afinidade com o Paulinho Carvalho, porque a gente toca juntos há muitos anos. Eu nem preciso olhar pra cara dele que eu já sei por onde ele vai, a gente toca muito justinho, o nosso jeito de tocar é muito interessante, eu gosto muito de tocar com ele. Então eles chamaram a gente para tocar junto com a rapaziada toda. Por exemplo, o Toninho vai tocar, a gente vai também, já sabemos as músicas todas, vai meio de improviso. A meninada toda vai tocar, o Yan, o Xexéu, João, o Gabriel, do Marcinho Borges, o Rodrigo Borges, filho do Marilton, e é a gente que toca. Tanto para os garotos quanto para os mais velhos, quem faz a cozinha somos eu e o Paulinho. Então esse negócio do museu está superlegal porque a gente é a cozinha do Clube da Esquina, eu e Paulinho. Esses shows todos, somos nós que estamos fazendo, para nós é um barato, é superlegal. Foi aí que a gente entrou nessa do Museu do Clube da Esquina, e honradamente somos sócios fundadores do museu.

Voltar ao topo TRABALHO

Cotidiano de Trabalho

Eu já toquei com muita gente. Tenho até um currículo que eu passei para vocês e vocês vão ver. Já toquei com o Tavinho Moura, com o Toninho Horta, eu fiz uma participação no disco “Aqui Ó”, do Toninho, eu gravei com os Borges no disco “Os Borges”, no “Nuvem Cigana”, do Lô. Depois, eu parei um pouquinho com o Lô e fui tocar com o Marco Antônio Araújo, falecido Marco Antônio. Eu gravei dois discos com ele. Pra mim, os melhores, o “Influências” e o disco do cisne. Passei muito tempo tocando com o Marco Antônio, que era uma coisa mais progressiva, e saí um pouquinho do Clube, porque o Marco Antônio era meio fora do Clube, porém era amigo de todo mundo. Na época tinha um negócio assim, mas no fundo era amigo de todo mundo. Eu toquei muito tempo com o Marco Antônio, foi uma fase importante da minha vida. Depois, eu voltei a tocar com o Lô. E o Neném tocando com um monte de gente. O Neném é para mim um dos melhores bateristas do mundo, eu considero o Neném um dos maiores músicos que eu conheço. Ele tocava com o Flávio e foi tocar na banda do Beto e toda vez que o Neném não podia tocar, eu entrava em cima da hora: “Mário, faz o show ali”. Então eu tinha que ensaiar em casa e tocar com o Beto. Foi assim que eu fui conhecendo. Então, foi marcante para mim essa participação com o Marco Antônio Araújo, com quem eu toquei muito tempo, e também gravar o “Engenho Trapizonga” com o Tavinho Moura, que foi muito legal. O Tavinho me convidou e foi muito bacana. Nós fizemos um ensaio de muito tempo com o Tavinho lá na casa do Túlio Mourão, eu, Túlio Mourão e Paulinho. Fizemos uma gravação do “Engenho Trapizonga” que foi um barato, adoro esse disco, acho que nem tem ele em catálogo mais. São pouquíssimos LPs, eu tenho um que eu ganhei, porque o primeiro me roubaram, sumiram com ele, e esse outro eu ganhei de um pai de um aluno meu, me deu novinho, eu tenho lá guardado com o maior carinho.

FORMAÇÃO MUSICAL
Clube da Esquina: Show Museu Vivo de Três Pontas

Os shows com o Beto que eu fiz são bacanas e essa participação com o Milton foi o seguinte: dentro deste projeto do Museu do Clube da Esquina, a gente está sempre tocando. A Claudinha chamou a gente para ir para Três Pontas e o show ia ser com o Milton Nascimento. O Toninho Horta, o Milton e o Telo, e então a gente foi como a cozinha de sempre. Chegando lá, o Marcinho recebeu a comenda de cidadão honorário da cidade e fomos um dia antes para ver a cerimônia, que foi muito bacana, muito emocionante. Depois da cerimônia, a Cláudia falou: “Estamos liberados, o show é só amanhã”. Aí nós fomos tomar uma cerveja, fazer uma festa, e quando estávamos todos na cerveja, o Bituca fala assim, às dez horas da noite: “Quero ensaiar”. Aí fomos correndo para o teatro ensaiar: “Pô, ensaiar agora? Nós já tomamos um monte de cerveja”. Chegamos lá e ensaiamos até as duas da manhã com o Bituca e no dia seguinte ainda fomos para o boteco de novo. No dia seguinte, o Mário quietinho, com a responsa de tocar com o mestre Bituca… E fizemos um show que foi um barato, foi maravilhoso, o teatro lotado, eu toquei umas oito músicas com o Bituca, eu, Paulinho e Telo, o Marcos Elísio, que é um violonista, e uma meninada cantando. O show foi muito bonito, impressionante. O Bituca gostou demais. Passou um tempo e eu fiquei sabendo que ele falou que gostou demais de tocar com o Mário e com o Paulinho. “Eu queria que eles tocassem em um show comigo”, falou com a Marilene, empresária dele, e ela falou: “Porque você não chama eles?”. Aí ele: “É mesmo?”. “É, uai, chama eles para fazerem uma participação no show.” Aí a Marilene liga pra Paulinho, que me liga e fala: “Temos dois shows para fazer com Milton Nascimento”. Aí eu falei: “Que é isso, Paulinho?”. E ele falou: “É, nós vamos fazer uma participação especial, convidados especiais”. Então nós tocamos nos dois últimos shows da turnê do Milton no ano passado, em dezembro. Foi um show em Juiz de Fora e o outro em Barbacena. Tocamos umas duas ou três músicas com o Milton. No meio do show eu entrei no lugar do Lincoln e o Paulinho entrou no lugar do Gastão e nós fizemos uma participação. Foi uma honra, foi muito bacana, foi um barato, foi superlegal. Um momento marcante para mim é estar tocando na banda do Milton Nascimento. Muito legal.

FORMAÇÃO MUSICAL
Influências

Eu sempre gostei muito do Paulo Braga, Robertinho Silva, Neném, dos músicos brasileiros, e tenho muita influência de músico de rock progressivo – quando eu era garoto eu adorava Bill Bruford, do Yes –, e tenho algumas influências mais novas assim de jazz, como Jack DeJohnette, Omar Hakim, que é o batera que toca com o Sting, e tem vários outros. Se eu falar tudo pra você, vai dar uma lista grande. Gosto muito do Serginho, do Roupa Nova, mas a influência que eu tenho mesmo, que eu gosto, é do Robertinho Silva, do Neném, do Lincoln, que eu acho que toca muito bem bateria. Gosto do Glauquinho Nastácia, que é um garoto da nova geração, do Aroldo Ferretti, do Skank. A gente acha que o cara não toca, mas eu fui ver ele de pertinho e o garoto está tocando pra caramba. A gente faz show do Lô com o Samuel. É um projeto importante que a gente sempre teve aí, é um show meio bissexto, porque depende da data do Skank e do Lô. Então, nessa de fazer show com o Samuel, ele sempre me chama: “Vamos para o show para afinar a bateria para o Aroldo?” e eu chego lá e vejo o Aroldo tocando e fico impressionado. Muito legal ver ele tocando. Então, essas influências são gerais, de Jack DeJohnette a Aroldo Ferrette, vamos dizer assim, mas com muito respeito a todos.

Voltar ao topo MUSEU

Clube da Esquina

Maior resgate, uma idéia maravilhosa, nunca teve uma idéia dessas no Brasil, de movimento nenhum. Pra nós é uma honra, porque eu participei desse movimento na metade, porque ele é mais antigo, ele é do começo dos anos 70 e eu entrei no fim dos anos 70, garoto ainda. Pra mim é uma honra, é o primeiro movimento que faz esse resgate para a garotada ver como era, então é superimportante para a nova geração. Eu tenho sobrinhos que vão lá para casa e falam: “Tio, escuta esse disco aqui, é legal pra caramba”. Quando vou ver, é o “Revolver”, dos Beatles, eu acho superlegal isso. Eu falei: “Pô, você está gostando disso?”. Um garoto de 16 anos apaixonado pelos Beatles, pelo Creedence. Então eu acho que a rapaziada tem que conhecer o Clube da Esquina, que é da mesma época. Foi uma atitude brilhante da Claudinha e do Marcinho, simplesmente isso, é o que eu tenho a dizer.

TRABALHO
Atividades Profissionais

Eu tenho um caso superinteressante. Eu parei com a música um tempo e me formei em Engenharia. Aí eu fui trabalhar com engenharia. Foi meu primeiro casamento, então eu falei: “Vou ser engenheiro”. A música estava meio em baixa e eu arranjei um emprego na Mendes Júnior, fui trabalhar na Ferrovia do Aço e fiquei quase doido lá. Os caras me chamavam de Engenheiro Louco, porque eu levei a bateria pra obra, coloquei ela dentro do meu quarto e ficava tocando bateria de noite no acampamento. Teve um caso interessante, que eu fiquei sabendo pela rapaziada, que o Tavinho Moura ficou com muita raiva: “Por que o Mário foi mexer com engenharia? Ele tem que ficar tocando aqui com a gente”. Dizem que ele teve uma idéia de pegar um ônibus, colocar todos os músicos dentro e ir me buscar. Já pensou chegar na obra com um monte de pião um ônibus cheio de músico maluco para me resgatar? Esse caso é superinteressante. Foi engaçando, porque eu estava lá na obra e fiquei sabendo, me telefonaram e falaram: “Olha, nós vamos aí te buscar, você pára com esse negócio de engenharia”. E depois eu fui mandado embora da Mendes e voltei a tocar com o Chiquinho Amaral, com o Beto Lopes, com o Yuri Popof em barzinhos em Belo Horizonte. Foi uma época muito legal, porque foi a efervescência de barzinhos em Belo Horizonte com música ao vivo, foi no começo dos anos 80. A gente tocava só música instrumental. Foi muito bacana, foi uma época muito legal da minha vida, foi quando eu voltei a tocar, aí eu não larguei mais.

Fale na Esquina

Os comentários estão encerrados.