Paulinho Carvalho

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Voltar ao topo IDENTIFICAÇÃO

Nome, data e local de nascimento.

Meu nome é Paulo César de Carvalho, mais conhecido como Paulinho Carvalho. Nasci em 10 de março de 1954 em Belo Horizonte, Minas, Brasil.

Voltar ao topo FORMAÇÃO MUSICAL

Primeiros Instrumento

Desde pequeno, com cinco anos, eu já tinha ganhado os meus primeiros instrumentos pequenos, uma marimbazinha, essa coisa toda, e por volta dos 11, 12 anos, a minha mãe me deu um violão e me ensinou a tocar os primeiros acordes, tocar “Perpétua”, aquela coisa toda, e eu me encantei. Daí eu comecei a correr atrás e logo em seguida veio o advento dos Beatles, que foi uma paixão comum a todos e, acredito, ao Clube da Esquina, todo mundo. Foi uma paixão que arrebatou todos nós. Aí a gente já começou a montar aquelas pequenas bandas, ensaiava na garagem dos prédios e eu não tinha idéia que seria baixista. Eu comecei com o violão, aí um belo dia faltou baixista. Todo mundo queria ser guitarrista, todo mundo queria ser baterista, ninguém queria ser baixista, então sobrou pra mim. Isso eu tinha uns 15, 16 anos, e daí eu peguei o contrabaixo e fui até hoje, que é o meu mais forte, embora eu toque violão, gosto muito de violão, estudei um bocado de violão e toco razoavelmente, mas o baixo foi o instrumento que eu escolhi mais fielmente pra me acompanhar.

Voltar ao topo LOCALIDADES BELO HORIZONTE

Minas Tênis Clube e outros

Já com 20 anos eu tinha uma banda mais ou menos profissional. Eram garotos, mais a gente tocava por cachê já. Tocava nas horas dançantes do Mackenzie, do Minas Tênis Clube e já era profissional. A gente já tinha cachê, já tinha essa coisa toda. Eu acredito que quando recebi meu primeiro cachê, eu tinha 19, 18 anos, por aí, e a partir daí começaram as coisas mais sérias. Comecei a tocar num bar que se chamava, inclusive, 14 Bis, isso muito antes de existir a banda 14 Bis. O bar era do Célio Balona, eu tocava violão e acompanhava uma cantora e o Marilton Borges foi lá um dia e assistiu, gostou e me chamou pra tocar guitarra na banda dele, no 890. Aí eu fiquei uns cinco anos tocando nessa banda, que era a melhor escola da música popular no Brasil. Nessa época ainda era à noite, então a gente tocava de segunda a domingo, todos os dias até o último cliente sair durante cinco anos e nisso aí você pega uma experiência enorme, fora a variedade de artistas e músicos que aparecem pra te ver tocar. Teve uma noite que me lembro que o Gilberto Gil foi assistir, ele vinha fazer show em Belo Horizonte depois ia pro bar ver a gente tocar, e o Marilton me botou pra cantar o “Maracatu Atômico” pro Gilberto Gil. Uma situação danada, eu cantando “Maracatu Atômico” e o Gilberto Gil embaixo de mim, olhando. E ele parecia que estava gostando.

Voltar ao topo DISCOS

Via Láctea

Nesse meio tempo, tinha a garagem onde o Terço ensaiava, onde eles se encontravam, onde moravam os pais do Ganso. Era uma pensão e a gente brincava muito, ia pra lá de tarde e ficava tocando violão com o Cláudio Venturini e isso tudo com a vontade de me aproximar do Flávio. E um belo dia o Lô foi lá e viu a gente tocando. Ele ia fazer o segundo disco depois do disco do Tênis, o “Via Láctea”. Ele gostou e me chamou. Ele falou: “Quero que você toque.” Nesse caso eu já estava tocando baixo. Aí já era o baixo, eu larguei por um período pequeno o baixo, mas retomei logo em seguida. E o Lô viu e me chamou pra gente montar a banda e fazer o “Via Láctea”, que é um dos melhores discos que eu já gravei, que é um disco histórico. Eu acho que é um disco fabuloso de grandes composições que foi um marco na vida de todos nós.

DISCOS
Clube da Esquina e Eletric Ladyland

Tenho sim, muita lembrança. Nessa época estava sendo lançado também o “Eletric Ladyland”, do Jimi Hendrix, e eram os discos que a gente ouvia mais, o “Clube da Esquina 1”, do Milton, o primeiro disco dele, e o “Eletric Ladyland”. Então eu tenho excelentes recordações nessa época do “Clube da Esquina 1”. Como eu não era muito próximo ainda, eu sonhava muito em me aproximar de todo mundo, porque eu tinha uma admiração enorme tanto pelo Milton quanto pelo Toninho, pelo Wagner, eu tinha uma paixão violenta inclusive pelo Novelli. Eu ouvia o Novelli tocando baixo e falava assim: “Nossa, esse cara é safado, danado, que cara fabuloso”, e tinha muita vontade de me aproximar. Aí veio o advento do “Via Láctea”, e quando foi a gravação do “Clube da Esquina 2”, eu já estava no estúdio vendo o pessoal gravar, eu já participei, não cheguei a tocar, mas eu participei de todas as gravações, eu fiquei sentado lá no chão no cantinho do estúdio vendo a gravação e foi aquele encanto, daí por diante na vida foi andar com os mineiros e tocar com todos. Porque eu cheguei a gravar com todos, graças a Deus, todos que você pensar dessa época eu acabei gravando, a não ser com o Novelli, é claro, porque ele é baixista e eu sou baixista também.

Voltar ao topo TRABALHO

Cotidiano de Trabalho

Neste mesmo ano do “Via Láctea”, o Tavinho Moura me chamou pra gente fazer o segundo disco dele – eu não me lembro muito bem o nome do disco. Nós entramos em estúdio, fizemos um superdisco também, e logo em seguida – eu não sei assim exatamente se foi essa seqüência –, mas logo em seguida veio o Flávio Venturini. O Flávio não ia sair do 14 Bis, mas ele ia fazer a carreira solo e começamos a gravar o “Nascente”. Começamos a ensaiar lá em casa e fizemos o “Nascente”. E nesse meio tempo, veio uma série de coisas. Nessa época era muito fértil a demanda de shows, a gente fazia muitos shows, rodava o país inteiro. Em São Paulo então a gente tocava demais. Eu, da banda do Lô, paralelamente fazendo esses discos com o Tavinho, com o Flávio e uma série de outras pessoas de Belo Horizonte que eu acabei entrando de tabela.

FORMAÇÃO MUSICAL
Show: Missa dos Quilombos

A Missa foi uma idéia muito bacana que o Milton, o Dom Pedro Casaldáliga e o Pedro Tierra tiveram juntos e era uma coisa de uma força memorável. E o Milton – eu esqueci de falar que, nesse meio tempo, o Milton me chamou pra tocar com ele e fazer o primeiro disco, que foi o “Sentinela”, que eu gravei duas faixas, “Canção da América” e “Itamarandiba” –, como a gente tinha uma proximidade muito legal, o Milton falou: “Olha, vai acontecer essa coisa da Missa dos Quilombos e eu quero que você mais o Tavinho Bretas escolham os cantores. São dez cantores que vocês vão escolher”. E me deu um cargo: “Você vai ensaiar os cantores, vai pegar e passar as vozes. Eu quero tudo mais uníssono, evitar muito vocal, mas eu quero que você ensaie, e quando eu chegar você me apresenta o coro já pronto”. Então eu fiquei uma coisa de uns 20 dias ensaiando com os meninos. Eu já tinha pegado as bases todas de violão; chamei o Celso Moreira, que o Milton também ajudou a escolher, e ensaiamos o coro. As músicas eram um pouco complicadas, eram lindas, são lindas, aliás, mas eram um pouco difíceis e nós tivemos um pouco de trabalho pra tirar como o Milton queria. Passamos uns 20 dias ensaiando e quando o Milton chegou, nós entregamos o coro e ensaiamos a banda toda, porque aí veio uma série de pessoas… O Robertinho Silva e mais cinco percussionistas. Aí eu resolvi e dei o toque no Milton: “Vamos chamar o Flávio Venturini pra fazer com a gente”. E fomos pra Recife fazer a Missa dos Quilombos na Praça da Igreja Matriz lá de Recife, onde o Zumbi foi decapitado, no dia da morte do Zumbi. Então foi uma comoção muito grande porque o público ficou completamente louco, foi uma coisa de outro mundo. Nós tivemos que sair e nos esconder no camarim, o povo queria arrancar o telhado pra agarrar a gente, foi um negócio muito bacana, foi uma emoção das maiores que eu tive, muito também pelo prazer de ter conhecido o Dom Hélder Câmara, que eu achei uma coisa formidável, e de estar alguns momentos sozinho com o Dom Hélder e de passar as noites com Dom Pedro Casaldáliga. Fora a maravilha que foi o Milton fazendo a missa. Tinha um momento da missa que era muito especial pra mim: uma música que eu tocava sozinho no violão, com o Milton cantando, éramos só nós dois, e era um momento pra mim do outro mundo.

Voltar ao topo PESSOAS

Milton Nascimento

Conheci o Milton na casa de uma amiga, a Cláudia Cimbleris. O Milton estava voltando dos Estados Unidos com o disco “Native Dancer”, e estavam o Milton, o Ronaldo Bastos e mais algumas pessoas. Tinha o, como chama aquele menino lá do nordeste que canta, amigo do Alceu Valença…? é o Geraldinho Azevedo. Estava com a gente e eu conheci dessa talagada todo mundo.

Voltar ao topo FORMAÇÃO MUSICAL 2

Gravação: Via Láctea.

E nessa o Milton ia produzir o “Via Láctea” mais ainda não estava certo, a data mudava. Eu acho que eu fiquei tão empolgado que eu comentava pros outros: “Poxa, vou gravar um disco do Lô Borges que o Milton vai ser produtor”, e o negócio furava. Enquanto eu não fiquei calado, o disco não aconteceu. A partir do momento que eu fiquei quietinho, o disco foi gravado rapidinho, nós fizemos o disco e fomos para estúdio, foi uma delícia. Foi um negócio memorável. O Marcinho Borges levava os filhos, os meninos eram pequenos e dormiam no sofá enquanto a gente gravava. O período de gravação era das nove da noite às cinco da manhã, todos os dias. Um mês dentro do estúdio. Mas foi uma coisa inesquecível pra mim. Naquela época, se eu pudesse ter mudado pro estúdio eu moraria lá; não queria sair de lá porque era muito interessante, muito gostosa a sensação que você tinha de música, foi a primeira vez que eu tive uma sensação musical forte, muito bacana mesmo. E daí veio uma série de coisas. Eu comecei a tocar com o Milton e acabei fazendo com ele nove álbuns, chegamos a fazer o ao vivo no Anhembi com a orquestra sinfônica, o Wagner regendo.

FORMAÇÃO MUSICAL
Gravação: Missa dos Quilombos

Fizemos a Missa dos Quilombos no Caraça, passamos uns 20 dias no Caraça gravando a missa numa igreja, os padres ficaram completamente loucos vendo aquela estrutura, nós tiramos tudo de dentro da igreja, você imagina, aquela igreja do Caraça, nós desmontamos a igreja e montamos um estúdio lá dentro. Os padres ficaram loucos, é claro, não podia ser de outra forma, mais foi um resultado fantástico. E disso aí vieram outros CDs com o Milton, a gente fazia um por ano, e muitas turnês. Nós rodamos, fizemos Montreux, na Suíça, fizemos um disco lá, fomos pra Cuba e ficamos um mês lá com o Chico Buarque, enfim, rodamos bastante.

Voltar ao topo PERSONALIDADES

Elis Regina

Tem muitos casos interessantes. Teve uma passagem que foi no disco dos Borges que nós estávamos gravando na Odeon que foi muito interessante. A Odeon tinha estúdio A e estúdio B e nós estávamos fazendo o LP dos Borges no estúdio B e a Elis Regina gravando o último disco, aquele que tem “Vivendo e Aprendendo a Jogar”, e nós gravando ao mesmo tempo. Então a gente cruzava com a Elis Regina o tempo inteiro no corredor e foi uma coisa inesquecível também. Todas essas coisas são mágicas pra quem é músico. E de repente, uma bela época, a Elis resolve vir pra Belo Horizonte, me liga e me chama pra trabalhar com ela, pra fazer um trabalho com ela, pra começar a fazer turnê. Inclusive rolou um pequeno affair entre nós dois e eu fiquei com medo. Mas só que eu tinha casado fazia algum tempo e minha esposa estava esperando o meu filho, o Daniel, e eu fiquei morrendo de medo. Ela me falou assim: “Você vai mudar pra São Paulo, vou te alugar um apartamento”. E eu falei assim: “Ah, eu nunca tive filho, eu não vou ter filho em São Paulo porque se faltar alguma coisa tem que ter alguma avó lá pra me ajudar porque eu não vou dar conta não”. Eu meio que afinei de ir pra São Paulo. Aí, uma outra época ela voltou e me pediu desculpa, falou: ” Olha, você me desculpa”. Ela estava brigando com o César, e falou: “Poxa, foi tudo uma questão mal entendida e não pude retornar a você”. Mas de qualquer forma ficamos grandes amigos. Esse é um dos casos que aconteceu. Agora, são vários, nós tivemos várias situações bem interessantes. Fiquei nove anos e gravei nove discos com o Milton Nascimento.

TRABALHO
Cotidiano de Trabalho

Paralelamente eu tocava com o Beto também, porque o Milton fazia uma quantidade certa de shows e parava durante um tempo e aí eu comecei a tocar com o Beto Guedes. Fiquei 13 anos com o Beto Guedes. A gente rodou… teve uma época que a gente fazia uma média de 94 shows por ano, era quase um show de três em três dias, então a gente vivia na estrada, viajava muito. A equipe era excelente, a banda era muito boa e culminou na gravação do disco ao vivo que nós fizemos no morro da Urca com o Caetano Veloso cantando. Tem esse caso que é pitoresco: eu tinha uma calça toda zebrada e a calça praticamente quase tocava porque eu só usava ela pra tocar, adorava a calça. Então, no morro da Urca, a gente tocando, fazendo um show lá com o Caetano, e a Gal Costa estava sentada do meu lado. E quando acabou o show a Gal virou pra mim e falou assim: “Poxa, sua calça é linda!”. E eu quase tirei a calça e dei pra ela: “Toma, Gal, a calça é sua, pode levar que eu não agüento mais olhar essa calça” (risos). Aí ficamos amigos, foi muito bacana.

Voltar ao topo MUSEU VIVO

Três Pontas

A gente foi fazer uma dessas apresentações do Museu Vivo, foi em Três Pontas, e era um show do Telo, engraçado que era um show mais do Telo com o Milton de convidado especial, então foi o Toninho Horta, foi uma bando de gente. Quando chegou em Três Pontas, eu tinha uma coisa mais ou menos programada na minha cabeça de chegar lá e tocar as coisas com o Telo Borges que a gente já tocava fazia muito tempo também, e o Milton virou de tarde pra mim e falou: “Monsieur Paul” – ele me chama de monsieur Paul – “Olha, quero ensaiar, estou a fim de ensaiar”. Eu falei: “Que é isso Bituca, ensaiar hoje?”. Ele falou: “Hoje, 11 e meia, meia-noite, nós vamos começar a ensaiar”. Eu falei: “Nossa Senhora”. Fomos pro teatro e ensaiamos até as três da manhã as músicas que ele resolveu que queria tocar lá. E foi uma apresentação superlegal, o Mário Castelo estava na bateria. O Milton gostou bastante e falou pra Marilene, a empresária: “Olha, contrata os meninos, quero fazer mais duas apresentações deles em dois shows, um em Juiz de Fora e o outro em Barbacena”. Foi em dezembro agora de 2004 e foi uma delícia, é sempre uma delícia tocar com esse pessoal, não tenha dúvida. Com o Milton, então, é sempre maravilhoso.

Voltar ao topo CLUBE DA ESQUINA

Avaliação

Eu acho genial, porque nós temos que guardar todas essas coisas que andavam meio dispersas, e são momentos maravilhosos, importantíssimos pra música brasileira. E te digo mais, acho importantíssimo pra música mundial, porque as pessoas lá fora têm uma visão da música mineira, que é uma música muito rica harmonicamente, com um respeito fabuloso. Uma determinada época, o Lyle Mays veio pra Belo Horizonte – ele tinha uma namorada aqui. O Lyle Mays é tecladista do Pat Metheny. Ele tocou num bar aí, foi tocar piano, e quando terminou essa apresentação ele insistiu com a gente e disse: “Eu quero que vocês me levem agora no Clube da Esquina”. Aí nós falamos: “Mas não tem Clube da Esquina”. Ele falou: “Não, é uma sociedade secreta? Não é possível! Vocês tem que me levar lá”. Eu falei: “Não, cara, não existe o Clube da Esquina!”. Ele achou que tinha uma casa que chamava Clube da Esquina. Nessa a gente vê que é importante demais pra esse povo todo no mundo, os jazzistas principalmente, que são ricos em harmonia, essa referência do Clube da Esquina. O museu catalogar essas coisas todas, eu acho de suma importância e vai fazer bem pra todos nós e toda a comunidade musical nacional e mundial.

FORMAÇÃO MUSICAL
Clube da Esquina: Avaliação

Bom, eu não sei se a palavra certa poderia ser “movimento”. Agora, o Clube da Esquina teve um envolvimento harmônico, um envolvimento musical muito forte e as pessoas nessa época estavam extremamente abençoadas, elas foram muito abençoadas compondo, eles estavam compondo a rodo as composições extremamente abençoadas. Agora, isso me auxiliou demais, falando no meu caso especificamente, a ter uma outra visão harmônica, uma outra visão musical do que é a forma de pensar, não só de Minas mas a forma de pensar desse povo, do criador do Clube da Esquina, que é um jeito de respirar diferente. São coisas delicadas, são coisas sutis, coisas de um altíssimo teor musical e, enfim, eu acho que foi essencial na minha vida o acontecimento do Clube da Esquina.

PESSOAS
Marcio Borges

Casos, se a gente for começar a contar, são muitos. A gente fez muitas turnês rodando por aí. Na época do Projeto Pixinguinha a gente saía de Belo Horizonte e rodava o Nordeste todo pingando de capital em capital. Nessa época, uma vez que o Márcio Borges foi tínhamos casos hilariantes, muito engraçados, mas é muita coisa. Vou contar um caso rápido: eu e o Marcinho Borges, sentados no balcão do bar do hotel lá em Natal, e o teto era um pouco baixo e cheio de cálices de vinho pendurados de cabeça para baixo. Nós discutíamos naquela euforia toda, e numa dessas o Marcinho falou assim: “Porque você…” e pá! Passou a mão e quebrou uns 25 copos que estavam dependurados de uma vez. Eu ria e não tinha jeito de parar e o dono do bar ficou nervoso pra danar. Então tem vários casos que, se a gente for falar, é muita coisa. Mais eu lembrei alguns mais engraçados, e espero que tenha sido interessante. O Marcinho fala com a mão e ele quebrou uns 25 copos de uma vez. Estava tudo dependuradinho e ele levantou imediatamente e falou assim: “Eu pago! Eu pago!”. Mas já tinha feito, a bagunça já tinha sido feita (risos).

Voltar ao topo MUSEU

Clube da Esquina

Eu quero é desejar pra nós, não é? – porque eu faço parte dessa história –, quero desejar pra nós um empreendimento superlegal porque a idéia é muito boa e eu quero estar sempre junto, sempre que puder colaborar gostaria demais de estar perto. Aliás, não tem como eu ficar longe porque isso faz parte de mim e eu estou às ordens e quero agradecer muito por estar participando deste evento todo.

Fale na Esquina

Uma mensagem para Paulinho Carvalho

  1. Rafael disse:

    Paulinho, você é um dos meus maiores ídolos. Comecei a tocar baixo ouvindo você, no Via-Láctea, que é um dos maiores álbuns de todos os tempos e deveria ser obrigatório pra formação de qualquer baixista.
    Além de tudo, você é uma figura iluminada. Te conheci no Godofredo e você foi muito amável, sentou conosco em nossa mesa, nos contou casos de sua vida e me deu uma das maiores alegrias da vida.

    Estou sempre torcendo por seu sucesso, você é demais!