Wilson Lopes

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Voltar ao topo IDENTIFICAÇÃO

Nome / Local e data de nascimento

Meu nome é Wilson Lopes Cansado. Nasci em 28 de abril de 1966 em Pitangui, Minas Gerais, Brasil.

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Pais

Meu pai é Cornélio Lopes Cansado Filho e minha mãe, Maria Lopes dos Santos.

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Iniciação musical

Eu venho de uma família de nove irmãos, uma família musical, todos os meus irmãos tocam ou cantam, minha mãe cantava muito bem, meu pai tocava muito bem. Desde o berço eu me lembro que os brinquedos eram sempre violão, acordeão, tinha bateria… Sempre música demais, todo fim de semana muita música. Então eu não consigo falar nem quando eu comecei a tocar. Profissionalmente eu sei, de 13 para 14 anos, quando eu ouvi um duo de violonistas que se chamam Larry Coryell e Philip Catherine. Lerry Coryell é um americano e Philip Catherine é um belga, então eu me apaixonei por aquele som e comecei a tirar tudo e eu não sabia nem o que era dó maior, nem ré, eu só ia pelo som mesmo. Ficava o dia inteiro tocando aquilo, mas antes disso eu já tocava, eu lembro que minha mãe me tirava do brinquedo quando chegava visita em casa: “Ah, chama o Wilsinho lá que ele vai tocar um Dilermando Reis”. Eu lembro que eu tocava o Dilermando Reis com aquela cara, achando ruim pra caramba porque eu queria estar brincando, aí: “Ah, que gracinha!”. Eu sempre toquei assim. Os irmãos me ensinaram, então a influência primeira é da família, sangue, de outra vida, hereditário, sei lá. Essa foi a primeira influência, depois vieram Larry Coryell e Philip Catherine aos 14 anos, quando eu resolvi mesmo ser profissional. Parei inclusive de estudar, eu estava no 1.º ano científico, não conseguia me concentrar em mais nada. Foram 24 horas de música por dia mesmo, era uma coisa impressionante. Mas aos 18 anos eu tive que dar uma parada porque eu estava até meio ficando louco, achei que estava, e fiquei um ano sem tocar, foi meio piração, tocava o dia inteiro, era uma coisa louca.

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Primeiro show / Beto Lopes

Aos 15 anos eu fiz o meu primeiro show, instrumental, com meu irmão Beto Lopes. Eu tive muita influência do Beto também, que é o irmão mais velho que eu tenho. Ele é quatro anos mais velho que eu, então eu tive essa influência. Ouvia ele tocar sempre e então a gente fez esse show do Larry Coryell e Philip Catherine, tiramos todas as músicas e fizemos um show no Palácio das Artes, na sala Humberto Mauro, com 15 anos. Foi em 1981, por aí. A partir daí vieram as outras influências, de cara o Clube da Esquina, é lógico, tenho uma paixão impressionante por Milton, Toninho, Lô, Beto, Tavinho, todos eles. Comecei a tocar em bares e a minha idéia nessa época, com 16 anos, era ser só violonista, não queria tocar guitarra de jeito nenhum. Resolvi ser um violonista, mas por necessidade, precisava ganhar um dinheiro, estava crescendo, precisava tocar guitarra em bar, porque nem o violão eu tinha, era uma coisa muito difícil. Também não tinha guitarra, aí eu peguei emprestada de um amigo. Na verdade, eu e o Beto Lopes tivemos muitas dificuldades financeiras nessa época, quero dizer, nem tínhamos instrumentos, pegávamos emprestado mesmo.

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Atividades profissionais: Grupo Edição Brasileira

Então eu consegui uma guitarra emprestada de um cunhado e toquei em um bar perto do Mineirão e foi ali que começou. Aí comecei a tocar em bares, ouvia tudo que tinha de música instrumental. Conheci o Lincoln Cheib, que hoje é meu parceiro na banda do Milton Nascimento, e ele me aplicou muitas músicas, muita coisa. Formei um trio com ele e com o Ivan Correia, um baixista que também hoje toca com todo mundo aí. Logo em seguida eu fui chamado para integrar o grupo Edição Brasileira com o maestro Mauro Rodrigues, que hoje é professor da Faculdade de Minas Gerais, Lincoln Cheib e Ivan Correia. Aí os horizontes foram se abrindo. Milton Nascimento nem se fala o tanto que é importante na vida de todos nós, na minha…

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Toninho Horta / Milton Nascimento

Primeiramente eu conheci o Toninho Horta através da Cláudia Cimbleris, minha professora de música no Palácio das Artes. Eu e Beto fomos fazer uma entrevista lá para tentarmos uma bolsa e conseguimos, então a gente estudou um pouco de teoria com a Cláudia Cimbleris, que conhecia o Toninho e nos apresentou. No casamento do Toninho Horta em Três Pontas eu conheci o Milton. Foi até uma coisa legal porque o Milton veio caminhando e eu só de longe: “Poxa, lá vem o cara aí”, e quando ele passou perto de mim eu bati no ombro dele e falei: “E aí Miltão doidão?”. Ele se virou e me encarou com a cara fechada. Falei: “Nossa Senhora”, mas ele não me conhecia, bravo pra caramba. Não falou nada e seguiu. Falei: “Nossa, que mancada, que bobagem”. Passados uns 10 ou 15 minutos, ele volta e pergunta: “Quem que é doidão aqui?”. Aí pronto, já ficamos amigos, mas amigos mesmo, somos muito amigos graças a Deus. O contato com o Milton em amizade mesmo veio 10 anos depois. Nunca teve esse interesse, se rolasse ou não. Mas rolou uma época, foi em 1993, eu fui para o Rio e ele até pediu que eu fizesse um rock, assim do nada: “Faz um rock aí”. O Milton tem umas coisas assim, ele gosta de um ar de suspense. “Mas pra que é?” “Não, não, faz aí.” A música se chama hoje “De Um Modo Geral”. Ele colocou uma melodia e fizemos a nossa primeira parceria, foi muito legal, entrou para o disco “Angelus”. Nesse mesmo disco a gente fez outra parceria que se chama “Coisas de Minas”, que é uma música de viola caipira, uma coisa bem regional. Aí gravei o disco “Angelus” em 1993, entrei para a banda do Milton e saímos em turnê em 1994.

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Clube da Esquina 1

O “Clube da Esquina 1” é o disco de cabeceira, é a bíblia mesmo, aquela que fica ali. Eu tenho dois CDs e dois discos de vinil do “Clube da Esquina 1”. Um quebrou de tanto usar e eu comprei outro e hoje eu tenho dois CDs, eu achei um outro dia. Então é aquela paixão, não é? Foi uma coisa que todos nós sabemos, o mundo sabe o que é aquele disco, de música mesmo, de novidade, de coragem do Milton. Eu gosto de pensar que é o Milton, mas ali é mesmo o Clube. Todos estão ali, todos os amigos do Milton, como uma pessoa muito generosa, muito inteligente… É o que eu acho dele, a inteligência dele é de soltar o máximo de todo mundo, todos nós, músicos da banda dele, falamos a mesma coisa, a gente comenta muito isso. Em vez de ele prender as coisas sempre – é lógico que tem a direção dele e a direção dele é espetacular e ele tem uma visão impressionante –, ele deixa todo mundo fluir ao máximo. Eu até arrepio. Então o Clube da Esquina pra mim foi isso, foi uma hora que ele soltou Toninho Horta, Beto Guedes, Lô Borges… olha os caras! Todo mundo gênio pra caramba. Então é um disco sem comentários de tudo, de sentimento, de música. É a bíblia, eu acho, de qualquer músico dessa linha nossa. Nossa Senhora, apontou um caminho total, tirar todas as músicas, tocar, amá-los, seguir os passos, é isso.

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Milton Nascimento / Atividade profissional

É exatamente isso. O Milton realmente fala isso e é de coração, a gente sente a mesma coisa com ele. É uma coisa impressionante, o Milton é um cara impressionante, é uma celebridade no mundo hoje que a voz não tem como dizer, as composições não precisam ficar falando e além disso ele é maior ainda no coração. O coração e a generosidade dele são maiores ainda que essas coisas. Às vezes eu falo, o mundo não conhece o Milton, não sabe quem é, qual a importância dele no planeta. Às vezes lá quieto na casa dele, o tanto que ele é importante de acreditar de mandar energia, ele é totalmente religioso nessa parte de mandar energia para não sei quem, de carinho, você precisa de ver a educação dele com qualquer pessoa, ele faz questão de cumprimentar quem está, de se despedir de quem está. É uma coisa linda demais e isso era o Clube e com a gente também. Acho que é só as pessoas serem um pouco sensíveis para sentirem isso com ele. Então acho que o Milton teve muitas bandas que as pessoas, o que é normal no mundo, não entenderam ele, que trataram o trabalho dele com aquela palavrinha chata que se usa, “guig”. “Em qual guig você está?”, eu não estou na guig do Milton, eu detesto falar isso e não aceito. Isso não é uma guig pra mim, não é um trabalho, ali é uma extensão da minha família e eu sei que para todos os outros músicos é a mesma coisa e a gente sente assim mesmo. A gente está saindo em turnê agora, hoje é segunda e a gente sai quinta-feira em mais uma turnê pela Europa e dá a impressão que você está indo com a sua família fazer uma viagem e ele é o mais família de todos, ele é o pai. Ele, numa boa, é o cara que te dá carinho na viagem, impressionante. Você deixa de visitar ele alguns dias no quarto e ele fica chateado, é um cara muito pessoal. Então como não amar uma coisa dessa? E como ele não amar a gente também? Acho que é recíproco mesmo, natural, porque ele plantou isso e a gente entendeu e estamos no mesmo caminho e felizes demais.

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Parcerias

Falei aqui do rock, “De Um Modo Geral”, que ele colocou a melodia e a letra, depois fizemos à noite na casa dele e foi interessante que ficou faltando música para o disco e saindo do ensaio para gravar ele disse: “Será que a gente faz outra hoje a noite?”. E eu disse: “Claro!”. Aí chegamos para fazer o “Coisas de Minas”, estava até o Márcio Ferreira esperando e ele pediu ele para ir embora pra gente poder fazer a composição. Já era meia-noite, uma hora e a gente nem sabia o que tocava e tal. Às vezes é legal contar a composição porque as pessoas ficam pensando como se compõe. São várias maneiras de se compor, às vezes você compõe por encomenda, não é? Por trabalho, sei lá, às vezes eu posso sair daqui agora e compor alguma coisa. Esse dia a gente ia ter mesmo que compor uma música e saiu assim: a gente tentou várias coisas e não estava dando barato mesmo, aí eu me lembro que ele saiu, eu peguei a viola só para dar uma soltada, comecei a fazer uma bagunça e ele ouviu e veio correndo lá de dentro: “É isso aí, é isso aí mesmo”, e eu falei: “É isso o quê? Eu estava só esquentando”. “É isso mesmo, não pára não, repete.” Aí eu fui repetindo e ele foi cantando e fizemos o “Coisas de Minas”. Depois disso eu fiz com ele a trilha do filme “A Terceira Margem do Rio”, de Nelson Pereira dos Santos. Ele compôs uma melodia que se chamava “O Cavaleiro”, então só tinha a melodia e eu pus a harmonia. Foi a nossa terceira música, está gravada no disco “Nascimento”. Depois eu gravei no disco “Milton e Gil”, que não tinha música minha e dele, e agora, no “Pietá”, uma nova parceria que se chama “A Lágrima e o Rio”, música minha e letra de Milton Nascimento e Ricardo Nazar, um compositor aqui de Belo Horizonte. São essas as parcerias.

PESSOAS
Milton Nascimento / Wayne Shorter

Tem uma foto muito legal que é o Milton e o Wayne Shorter. Teria uma outra foto que seria eu, Milton e Wayne Shorter. Eu não sei onde ela anda, mas ainda vou achar e deixar aí para o museu. Mas esse caso foi interessante porque foi minha primeira viagem internacional com o Milton, a turnê do “Angelus”. Dois meses de turnê, uma turnê pesada e a gente chegou em Los Angeles, fuso horário e tal, minha primeira viagem, eu já loucão, já não entendendo se era isso mesmo, aí de repente liga o Milton no meu quarto: “E aí, vamos almoçar lá com o Wayne Shorter?”. O que é isso! Falei: “Não, é brincadeira. O Wayne?”. Sou louco com o Wayne. Ah, e tem uma coisa para falar do Wayne rapidinha. Quando a gente foi gravar o rock, falei: “Precisava de um sax, cara, ia ser legal um sax”. E viajei: “Nossa, podia ser o Wayne Shorter”, mas falei: “Ah, isso é viagem”. Ai no café da manhã eu falei: “Nossa, Bituca, acho que “De Um Modo Geral” podia ter um sax, estava pensando no Wayne”. E ele falou “Ah, beleza, pode ser”. Ele já ligou, marcou, o Wayne gravou na minha música, pra mim… que honra. Fez um solo em cima das minhas bases, respondendo minha guitarra, é um espetáculo. Aí fomos fazer a turnê do “Angelus” e fomos na casa do Wayne almoçar. Foi muito legal chegar na casa do Wayne, conhecer o Wayne Shorter, lenda. Lá aconteceram coisas interessantes, por exemplo, o Wayne, figura, mostrando o equipamento pra gente como um menino: “Olha, isso aqui é meu, isso aqui é do Marcos Miller, meu Marcos Miller”. Igual um menino, mostrando, pondo som e a gente curtindo pra caramba. Aí na hora do almoço, outra coisa legal: ele estava almoçando e explicando porque ele não podia sair mais de Los Angeles: porque ele segurava o terremoto, ele resolveu que ele segurava o terremoto. Ele estava comendo, parou de comer, deitou no chão e ficou lá mostrando como ele fazia na hora do terremoto, o cara é muito doido (risos) e ele deitado lá falando com o Milton e a gente rindo pra caramba. De brincadeira, é claro, quero dizer, não sei, a gente riu, ele falou que segurava o terremoto, sabe-se lá, nessa vida eu acredito em tudo, ainda mais nesses caras. Isso foi uma coisa engraçada. Ele foi em vários shows nossos. Esse foi um caso que eu lembrei do Wayne, mas tem mais um milhão.

Voltar ao topo MUSEU

Clube da Esquina

Nossa, eu acho importante demais, eu estava vindo pra cá e pensando sobre isso. Que legal, um museu do Clube da Esquina está começando. Porque é um movimento igual, é o Clube da Esquina! É uma coisa mundial, que o mundo precisa saber até mais, acho que o mundo sabe pouco das músicas, o tanto que elas são elaboradas, o tanto que esses caras são feras demais da conta, não tem condição aquele Toninho Horta, o Beto, o Lô, o Tavinho Moura, o Bituca, nosso rei, não é? Então eu acho muito importante registrar nesse ano 2000 essa era nova em relação ao Clube – que foi em 1970, por aí – como estão as pessoas com o Clube, esse convívio, esse ritual todo lá. Acho muito importante, estou muito feliz e quero colaborar o máximo que eu puder, adiante e sempre.

Voltar ao topo TURNÊS / VIAGENS

Japão / EUA / África / México

Nós fizemos, Europa eu já perdi a conta, eu estava até pensando estes dias, acho que foram umas oitos vezes, Estado Unidos também umas três, Canadá, fomos ao Japão, África, México também, não sei se está faltando algum lugar. Eu fico impressionado mesmo com essa repercussão do Clube no mundo, é impressionante. Por exemplo, nós fizemos um show na Turquia nessa turnê de 1994, cara, era lotado – Milton Nascimento e Toots Thielemans em Istambul – cara, lotado. E todo lugar que a gente vai a recepção é impressionante. O Milton é muito forte, o Clube é muito forte. Eu sei que no Japão o Toninho tem um fã-clube impressionante, o cara é o rei do Japão, agora o Milton também. O Milton é uma coisa que nem precisa ficar falando, mas é impressionante mesmo. No Japão, nesse show que a gente fez, fizemos dois sets por noite, todos os dois esgotados. Terminava um, dava uma meia horinha pra gente descansar e voltava outro público. Um público impressionantemente sensível. A idéia que eu tinha do Japão – não sei se todo mundo tem essa idéia – é que por causa da tecnologia fosse um povo mais frio, mas não é mesmo. Eu tenho uma amiga no Japão que é a única que me escreve mesmo, à letrinha, gosta de escrever. Quando chego lá me recebe com flores, leva lá no hotel, conheci há pouco tempo através do Toninho até. Mas um amor. Nos shows as pessoas choravam de escorrer. Eu me lembro uma hora do “Maria, Maria” que eu quase parei de tocar inclusive. Todo mundo parou e o Milton foi cantar sozinho, ela levantou, eu foquei bem essa mulher e a lágrima desceu e ela fez a reverência para o Milton, foi uma das coisa mais bonitas que eu já vi. E a educação do povo? A gente sai no meio do público – era no Blue Note –, todo mundo levanta e ninguém te encosta. Todo mundo com as mão levantadas, e a gente saía passando a mão no máximo de mãos que desse, por carinho. Todo mundo em seus lugares, uma educação impressionante, acho que eles chegaram em um ponto, muitos anos mais que a gente neste planeta, de organização, de respeito com o próximo. Um caso rapidinho sobre esse respeito: eu saí com essa minha amiga para conhecer a cidade durante o dia e ela foi pedir a alguém que estava passando na rua para tirar uma foto nossa, um cara de bicicleta. Nossa, essa pessoa parou, os dois ficaram se reverenciando horas. A gente fala horas exagerando, mas é um tempo, isso tudo para tirar uma foto, aí o cara tirou a foto e de novo, várias vezes. É um respeito impressionante, a gente tem muito o que aprender com eles, eu fiquei emocionado no Japão. E várias outras coisas. Aí o contrário: a gente voltou para o Brasil e na semana seguinte fomos para a África, e foi a outra visão total, o outro terceiro mundo, quinto mundo, impressionante. A gente tem que ajudar o máximo que puder, gente. Lá, o Clube ainda é forte, impressionante, isso é no mundo todo. Lá é muito pobre, voltamos com as malas vazias. Só não demos as roupas do corpo, todo mundo do grupo. Eles ficavam olhando pra camisa da gente – e não é o povo pobre, porque o povo pobre a gente nem teve acesso. Não estou brincando, a gente nem chegava perto porque não podia, a gente não podia sair do hotel. O pessoal que a gente deu a roupa era o pessoal da van, a tour menenger nossa de lá. É uma pobreza violenta. E isso tudo no mundo inteiro, para todo lado que a gente foi… Vivemos altas coisas na Europa. O Milton é um rei, o Clube é um rei, a música brasileira é muito bem-vinda, a música brasileira está muito na moda no mundo. Vitrines, muita coisa do Brasil, fomos ao show do Lenine lá em Roma, lotado, é muito legal. Eu acho muito importante o Clube estar fazendo este museu e partindo para o mundo para ajudar muita gente.

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