O que é o Museu Clube da Esquina

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O Clube da Esquina é uma fonte inesgotável de memórias desde o início da década de 1960, quando ocorreu o primeiro contato entre os músicos, até os dias de hoje. Disperso entre os músicos, produtores, gravadoras, fãs e outros artistas, esse acervo de histórias pessoais é fonte essencial para a compreensão do surgimento do Clube, das trajetórias de cada um dos músicos envolvidos e de sua permanente influência no processo criativo da música popular brasileira.

O Museu Clube da Esquina surge para ser o espaço de reunião da história viva desse movimento contada por seus protagonistas. É também um veículo para que essa mesma história seja contada pelo público, ou seja, você, que também vivenciou e vivencia de alguma forma a história, o sucesso e o legado cultural do Clube da Esquina.

O papel deste museu é revelar a memória do Clube da Esquina por meio da constituição e publicação desse acervo, que inclui depoimentos, fotografias, documentos, vídeos e áudios.

Seções

Os Artistas os músicos e compositores que protagonizaram a história do Clube da Esquina contam-nos a história de suas vidas e do Clube da Esquina e expõem suas visões de mundo e vivências. Em Amigos do Clube, encontramos o relato de familiares e amigos dos protagonistas desse núcleo musical, que também contribuíram para sua formação e desenvolvimento.

Conte Sua História é um espaço aberto à participação do público, que tem aqui a oportunidade de contar como o Clube da Esquina esteve presente em suas vidas e de publicar fotos e relíquias pessoais relativas ao movimento. Incluímos, assim, no mosaico de histórias, a perspectiva dos anônimos que se sentem parte do Clube da Esquina.

Em O Movimento, temos a trajetória e o legado do conjunto dos artistas e suas obras. Em Pé na Estrada, vemos histórias que nos mostram o alcance mundial do Clube.

Todo esse acervo tem por objetivo tornar-se referência no estudo, valorização e reflexão sobre a identidade da música popular brasileira, levando em conta a atuação de seus diversos atores.

História

Há alguns anos, o compositor Márcio Borges acordou após um sonho inspirador: ele sonhara com o Museu Clube da Esquina. Em meados de agosto de 2003, um mineiro amigo de Borges, Jorge Ferreira – empresário e hoje conselheiro do Museu Clube da Esquina -, apresentou o compositor ao diretor do Museu da Pessoa, José Santos Matos. Nesse encontro foi semeada a concretização do sonho de Márcio.

Após várias conversas e muito trabalho, em 29 de dezembro de 2003, o Diário Oficial da União publicou a aprovação do projeto como beneficiário da Lei Rouanet, que possibilita, entre outras coisas, que os patrocinadores da iniciativa deduzam o valor de seu apoio do imposto de renda.

A execução do projeto começou oficialmente em 03 de fevereiro de 2004. Hoje, Borges, Santos e Ferreira são, respectivamente, diretor, vice-diretor e membro do Conselho Consultivo da Associação de Amigos do Museu Clube da Esquina. A entidade sem fins lucrativos foi criada em março de 2004 para gerenciar as ações do Museu Clube da Esquina, a prova de que “os sonhos não envelhecem” e existem para que os concretizemos.

Um Sonho Que Não Envelhece

Leia a seguir o relato que o compositor Márcio Borges fez sobre o sonho que o inspirou a criar o Museu Clube da Esquina:

“Eu sonhei que estava num museu do Clube da Esquina, de arquitetura simples, mas genial, desenhada pelo Veveco. Tinha um espaço que era réplica da boate Berimbau, onde certa noite de 1964, eu e Bituca, ele com 21 anos, eu com 18, juramos ser amigos para sempre e servir às causas certas com nossa música e nossa arte. Esta boate, réplica do Berimbau, era o charme do Museu. Tinha umas mesinhas simples, um balcão de bebidas, um palco pequeno onde sempre rolavam pequenos shows dados por iniciantes e participantes ilustres, entre quatro paredes cobertas com enormes retratos de John Coltrane, Modern Jazz Quartet, Miles Davis e Jorge Ben, iguaizinhos ao original. Nos outros cômodos do lugar, vigorava um espaço livre, onde rolavam seminários de música e cinema, cursos, debates, palestras, recitais de poesia e música. Havia nossos retratos nas paredes e muitos objetos, pianos velhos, guitarras usadas, em vitrines com velhas fitas cassete e manuscritos. E uma espécie de sala dos troféus, com prêmios e comendas. Por todo o espaço, disponível para todos, se encontrava um rico acervo virtual, exposto em telões, em telas de computadores, em equipamentos sonoros, onde se podia ouvir em cabines e ler em livros os depoimentos das pessoas que contam essa história: participantes, pais, mães, filhos, amigos, fãs, estudiosos. Numa sala de vídeo, podíamos rever os espetáculos mais marcantes de nossa geração, gravados tanto por TVs quanto por amadores. Noutra parede, piscava um belo mapa interativo, que apontava luzes e acendia informações de nossa trilha, primeiro pelas ruas e bairros de Belo Horizonte, Três Pontas, Diamantina, Minas Gerais, depois Rio, São Paulo, Brasil, e, finalmente, o mundo inteiro. A lojinha vendia discos, livros e obras de arte, além de lembranças e brindes, calendários, cadernos, bricabraque. Em resumo, sonhei com um Museu vivo e pulsante, digno de nossos melhores arroubos juvenis. Um espaço consagrado a preservar um tempo e uma experiência, onde todos podíamos hastear de novo a bandeira da amizade e da convivência criativa. Foi um sonho tão lindo que agora quero me dedicar à sua realização, por saber que um espaço assim, tão generoso e translúcido, concebido sem fins de lucro ou glória pessoal, vai fazer um bem enorme a muita gente – como matéria de instrução, motivação e memória. E tem a contrapartida social: por meio do Museu, promovemos o repasse de nossa experiência para as comunidades mineiras e brasileiras onde haja crianças e jovens que queiram seguir os trilhos da música popular, promovemos intensamente a nossa cultura, assumimos o compromisso de conservar e defender esse patrimônio histórico e artístico, que vem a ser a música popular produzida em Minas Gerais, a partir das primeiras manifestações do Clube da Esquina até os dias de hoje.” Márcio Borges

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2 Mensagens para O que é o Museu Clube da Esquina

  1. Amamos e apoiamos esse sonho e juntos faremos de tudo para realizá-lo!

  2. LUCIANE MENDES disse:

    AMEI SABER MAIS SOBRE O CLUBE, ABRAÇOS LÚ GODOFREDO BAR