Museu ganha sede na Praça da Liberdade

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O Circuito Cultural Praça da Liberdade ganha mais um espaço: o Museu Clube da Esquina. Ele vai funcionar no prédio do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), na Avenida Cristóvão Colombo, e passa a integrar o projeto Casa da Música de Minas Gerais. A bancada federal mineira destinou à instituição R$ 10 milhões por meio de emendas ao Orçamento da União deste ano.

A previsão é de que o museu abra as portas no início de 2011. “A sede será adequada ao mais importante protagonista da cena musical de Belo Horizonte”, comemorou Cláudia Brandão, diretora do Museu Clube da Esquina, idealizado por ela e pelo marido, o letrista Márcio Borges. A proposta é que a sede abrigue espaços para difusão, estudo e apresentação da música feita em Belo Horizonte. “Pré e pós-Clube da Esquina”, avisa Cláudia. Ou seja: “Reunindo todos os gêneros, e não apenas a música popular”.

Estão previstos espaço expositivo destinado ao acervo físico e virtual do movimento, iniciado em BH nos anos 1960, palco e sala de cinema. Serão oferecidas oficinas ligadas aos vários aspectos das práticas musicais e da história das artes, trabalhando questões ligadas à cultura mineira.

Internacional “O Clube da Esquina produziu música que saiu de Minas Gerais e ficou conhecida em todo o mundo por sua qualidade. É uma grife reconhecida internacionalmente. Como todos os integrantes do movimento estão em atividade, o acervo estará em constante expansão”, informa Cláudia Brandão.

Milton Nascimento comemorou a notícia. “Espero que o museu, cujo nome é Clube da Esquina, sirva para ajudar novos músicos. Quer dizer, não só os músicos, mas o pessoal do teatro ou seja de que arte for. Que ele seja uma janela aberta para os outros. Aí sim, valerá a pena”, afirmou o cantor e compositor.

Na opinião dele, o grande legado do Clube para Minas Gerais foi projetar o estado no cenário musical. “Antes, falava-se de todos os estados, mas esquecia-se de Minas Gerais. Com o Clube da Esquina isso passou a ser diferente”, observa. O letrista Fernando Brant ficou feliz ao saber da novidade. Para ele, o ideal é que o museu seja espaço de referência para todo tipo de música, sem se restringir ao Clube da Esquina, até porque Belo Horizonte carece de local com essas características. “A contribuição do Clube é ter feito música boa, influente. Aquela reunião de artistas surgiu espontaneamente, conquistando o público pela qualidade, não devido a esquemas promocionais”, acrescenta.

O cantor e compositor Lô Borges comemorou: “Parabéns ao Clube da Esquina por seu legado. O que se produziu ali é digno de ser registrado, guardado e conservado”. Fazer música boa, diz ele, é a maior contribuição do movimento à cultura brasileira.

“Valeu a perseverança do Marcinho de perpetuar o Clube, fora a proposta linda do museu. Valeu a força para superar os altos e baixos da questão de apoio e de patrocínios, para manter o espaço com shows e concertos”, afirmou o compositor Toninho Horta, outro sócio-fundador do Clube da Esquina.

NOVO PARADIGMA O Clube da Esquina surgiu na década de 1960, em Belo Horizonte, a partir do encontro de Milton Nascimento, recém-chegado de Três Pontas ao lado de Wagner Tiso, com os irmãos Borges – Marilton, Márcio e Lô – e o então estudante Fernando Brant.

O jovem Milton era atuante na noite de BH e começou a se destacar nacionalmente ao defender sua Travessia, parceria com Brant, no 2 º Festival Internacional da Canção, em 1967.

Um pouco mais tarde, o compositor fluminense Ronaldo Bastos se juntou ao grupo, que já reunia os jovens músicos mineiros Beto Guedes, Toninho Horta, Flávio Venturini e Tavinho Moura.

O Clube criou extenso cancioneiro, destacando-se por mesclar tradições musicais mineiras à bossa nova, ao samba, ao rock e ao jazz, dando origem a novo paradigma na MPB, reverenciado internacionalmente. O disco Clube da Esquina 1 (1972), com seus dois garotinhos na capa, é considerado obra-prima. Seis anos depois, o álbum Clube da Esquina 2 encantou público e crítica.

Fonte: Porta UAI 24/06/2010 12:31

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5 Mensagens para Museu ganha sede na Praça da Liberdade

  1. Renata Câmara disse:

    Moro na Paraíba e vou conhecer BH pela primeira vez em abril, será que o Museu já estará pronto pra visitação, pois sou super fã da turma do Clube da Esquina!

  2. Lilian Macedo Novais disse:

    Estou indo em BH dia 21 de Maio de 2011, espero que o Museu esteja aberto à visitação pois sou fã do clube da esquina e gostaria muito de conhecer o museu.

  3. tiago disse:

    Valeu!! Quem sabe essa turma se reuna egrave um Clube da esquina n3, seria demais!!!!!

  4. Denize Lourenzo disse:

    Olha…., sou verde nestas questões musicais e conheci o clube de esquina este ano, através de um dos caras mais iluminados que poderia ter conhecido na vida e sei que isto fez a diferença na minha vida como pessoa e cantora que pretendo ser um dia e o clube de esquina só veio a agregar isto. Eu li o livro (clube de esquina) e fiquei encantada e pesquisando achei o site que parece estar meio desatualizado.
    Eu nunca pensei em ir a Minas, mas agora eu vou rsrsrsrsrs…., pra conhecer o Museu, espero que ainda funcione, porque tudo que li foi escrito em 2010 rsrsrsr….(segredo, psiu….., eu pensei em fazer a mesma coisa que algumas pessoas citadas no livro fizeram…., ir até a famosa esquina pra ver o qual o segredo) de tamanho sucesso. Fico por aqui e devo agradecer a Deus, pela genialidade de vocês, até a visita ao museu 😉
    Beijos.

  5. Odilon Martins disse:

    E ai gente tudo bem?
    Olha, sou um fã incondicional do Clube da Esquina,tenho particamente tudo sobre o Clube e estava passeando pelo blog do Museu e me deparei com uma revista que tem como título: Exposição Clube da Esquina 2, e achei incrível as histórias,fotos e comentários dos músicos. Gostaria de saber se este importante acervo cultural foi impresso e se estaria disponível para venda,pois me interesso muito. Se caso não tenha sido impresso esta revista, fica aqui a minha sugestão. O museu poderia pensar isto como uma maneira de arrecadar fundos para gerenciar o museu através da venda da revista e outros produtos. Abraços.